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domingo, 5 de julho de 2026
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Treinador de jiu-jitsu e pai de campeão mundial é preso por suspeita de abuso contra menores

O treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso pela Polícia Civil em Manaus sob suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra alunas menores de idade da própria academia.

Segundo as investigações, o instrutor é alvo de acusações de estupro de vulnerável e outros crimes sexuais. A prisão temporária de 30 dias foi expedida pela 2ª Vara de Crimes Praticados Contra Crianças e Adolescentes de São Paulo.

O caso ganhou repercussão após uma ex-aluna de 17 anos denunciar abusos que teriam ocorrido durante uma viagem internacional para uma competição esportiva.

Investigação aponta ao menos três vítimas

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os investigadores da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher ouviram familiares das vítimas e analisaram gravações de áudio e mensagens trocadas entre os envolvidos.

As apurações indicam que Melqui Galvão teria admitido os fatos de forma indireta em alguns registros analisados pela polícia.

Até o momento, ao menos três vítimas foram identificadas durante a investigação.

Afastamento da Polícia Civil e punições no esporte

Além da atuação no jiu-jitsu, Melqui Galvão também é servidor efetivo da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), onde trabalhava como instrutor de defesa pessoal.

A corporação informou que instaurou procedimento administrativo disciplinar e determinou o afastamento cautelar do servidor enquanto as investigações seguem em andamento.

No meio esportivo, entidades ligadas ao jiu-jitsu anunciaram punições imediatas. A CBJJ (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu) e a IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) comunicaram o banimento de Melqui Galvão de suas competições e atividades.

A CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportivo) também confirmou o afastamento do treinador.

Repercussão no jiu-jitsu

O caso provocou forte repercussão entre atletas e profissionais do esporte. O lutador Nicholas Meregali comentou publicamente sobre a investigação e afirmou que testemunhas teriam sofrido intimidações no passado.

Mica Galvão, filho de Melqui e um dos principais nomes do jiu-jitsu mundial atualmente, se pronunciou nas redes sociais defendendo que a Justiça apure o caso com rigor.

“Repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças, esse é um valor que carrego e que não abre exceção”, afirmou o atleta.

Com informações NDMais.