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quinta-feira, 4 de junho de 2026
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Fim da ‘taxa das blusinhas’ preocupa indústria e pode impactar empregos, diz manifesto

Entidades que representam trabalhadores e o setor industrial divulgaram um manifesto contrário à possível revisão ou extinção da chamada “taxa das blusinhas” no Brasil. O documento reúne 48 assinaturas, incluindo a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que classificou a medida como uma correção necessária no sistema tributário.

De acordo com o texto, a possibilidade de retomada da isenção do imposto de importação para compras internacionais de baixo valor estaria sendo discutida no governo federal. Para as entidades, a mudança pode favorecer plataformas estrangeiras e gerar concorrência desleal com a indústria nacional.

Equilíbrio tributário e impacto no mercado

A taxação de remessas internacionais de até US$ 50 foi implementada com o objetivo de equilibrar a carga tributária entre produtos importados e nacionais. A medida ganhou força com o programa Remessa Conforme, coordenado pela Receita Federal.

Segundo a Fiesc, antes da cobrança, produtos vindos do exterior entravam no país com menor tributação, o que afetava a competitividade da indústria brasileira.

Crescimento após a taxação

Dados citados no manifesto indicam que, após a implementação da taxa, o setor de vestuário e calçados apresentou crescimento. Entre agosto de 2024 e junho de 2025, houve alta de 5,5%. No período anterior, entre 2023 e 2024, foi registrada queda de 0,6%.

As entidades também associam a política tributária à geração de empregos. Entre 2023 e 2025, foram criados cerca de 860 mil postos de trabalho diretos, além de 1,5 milhão de vagas ao longo da cadeia produtiva. Na indústria, o número de empregos diretos gerados chegou a 578 mil.

Alerta para possíveis perdas

No manifesto, os signatários afirmam que o fim da taxação pode provocar perdas bilionárias e aumento do desemprego, ao reduzir a competitividade da produção nacional frente aos produtos importados.

A discussão sobre a manutenção ou revisão da chamada “taxa das blusinhas” segue em andamento no Congresso Nacional e no governo federal.