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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Bolsonaro recebe alta em Brasília e cumprirá prisão domiciliar por 90 dias

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar na manhã desta sexta-feira (27), em Brasília, após duas semanas internado para tratar um quadro de pneumonia.

Ele estava sob cuidados médicos desde o dia 13 de março, quando foi diagnosticado com complicações decorrentes de uma broncoaspiração. Durante o período, chegou a permanecer na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por cerca de dez dias.

Prisão domiciliar após alta médica

Com a melhora do quadro clínico, Bolsonaro deixa o hospital para cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base em razões de saúde.

O ex-presidente, filiado ao PL (Partido Liberal), cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.

Residência em condomínio de alto padrão

Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro permanecerá em uma residência localizada no Condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico, área nobre da capital federal.

O imóvel, onde vive com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desde o fim de 2024, possui dois andares e cerca de 400 m² de área construída, além de um terreno com ampla área verde e piscina. O valor estimado do aluguel é de aproximadamente R$ 12 mil mensais.

O condomínio conta com segurança reforçada, incluindo vigilância armada e portaria 24 horas.

Regras e restrições impostas

Apesar da mudança para casa, a decisão judicial impõe uma série de restrições ao ex-presidente. Entre elas estão:

  • Proibição do uso de celulares;
  • Impedimento de acesso a redes sociais;
  • Vedação à gravação de vídeos e áudios.
  • As visitas também foram limitadas. Apenas os filhos do ex-presidente poderão visitá-lo, duas vezes por semana, em dias e horários previamente definidos.

    Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia têm circulação livre na residência por morarem no local.

    Advogados e médicos poderão realizar atendimentos em horários específicos, assegurando o direito à defesa e a continuidade do acompanhamento de saúde.