O governo do Irã afirmou nesta terça-feira (3) que qualquer intervenção militar europeia no atual conflito do Oriente Médio poderá ser tratada como “ato de guerra”. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, em meio à escalada de tensões na região.
Segundo o diplomata, países europeus precisam rever o que chamou de “abordagem contraditória” diante da guerra e alertou que as consequências de possíveis violações do direito internacional podem atingir também o continente europeu.
A advertência ocorre após discussões entre governos da Europa sobre a possibilidade de adotar “ações defensivas” para proteger bases militares e aliados no Golfo Pérsico diante de ataques com mísseis e drones iranianos.
De acordo com Baghaei, caso forças europeias atuem militarmente na região, o Irã interpretará a medida como participação direta no conflito.
“O Irã consideraria isso um ato de guerra e uma cumplicidade com os agressores”, afirmou o porta-voz.
Escalada do conflito no Oriente Médio
A tensão aumentou após operações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o que desencadeou ataques de retaliação de Teerã contra países do Golfo que possuem bases militares americanas.
Entre os países atingidos estão Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, que abrigam instalações estratégicas utilizadas pelas forças dos Estados Unidos.
Em meio à crise, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que há um “amplo apoio na Europa” às ações militares contra o Irã, embora a aliança militar não esteja oficialmente participando das operações.
Rutte também declarou que os programas de mísseis balísticos e o desenvolvimento nuclear iraniano representam uma ameaça significativa para a segurança europeia.
Apesar da pressão internacional, ele ressaltou que a OTAN não foi acionada formalmente pelos Estados Unidos para integrar a campanha militar.


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