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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Homem é indiciado por estupro e homicídio de freira de 82 anos em convento no Paraná

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que apura a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, e indiciou um homem de 33 anos por estupro qualificado e homicídio qualificado. O crime ocorreu em um convento no município de Ivaí, na região dos Campos Gerais.

O procedimento foi finalizado nesta sexta-feira (27) e encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que analisará o oferecimento de denúncia à Justiça.

O investigado permanece preso preventivamente e também responde por resistência e violação de domicílio qualificada.

Conclusões da investigação

De acordo com a Polícia Civil, os laudos periciais confirmaram que a religiosa foi vítima de violência física e sexual. A perícia apontou ainda que a vítima tinha limitações motoras e dificuldades na fala em decorrência de um AVC anterior, o que reduziu sua capacidade de reação.

Segundo o delegado responsável pelo caso, provas técnicas, registros de câmeras de segurança e vestígios encontrados nas roupas do suspeito reforçaram os indícios de autoria.

Imagens mostram o homem pulando o muro do convento por volta do meio-dia do dia 21 de outubro, data do crime. Testemunhas também registraram o suspeito deixando o local logo após o ocorrido.

Depoimento do suspeito

Durante interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob influência de “vozes”. Ele declarou ainda ter consumido drogas e bebida alcoólica antes de invadir o convento.

Conforme a autoridade policial, a análise técnica descartou versões apresentadas que buscavam afastar a natureza sexual do crime.

Prisão e possíveis penas

Após deixar o convento, o suspeito foi identificado por meio das imagens coletadas na investigação. Ele foi localizado em sua residência e, segundo a polícia, resistiu à prisão, sendo contido pelos agentes.

O homem havia deixado o sistema prisional cerca de dois meses antes do crime, após cumprir pena por furto.

Somadas, as penas máximas previstas pelos crimes investigados podem ultrapassar 50 anos de reclusão, caso haja condenação.