Pela primeira vez desde a morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis, a mãe do adolescente apontado como suspeito pela Polícia Civil falou publicamente sobre o caso. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao programa Domingo Espetacular, da RECORD, exibida neste domingo.
Na entrevista, a mulher negou que o filho tenha agredido o animal e também rejeitou a informação de que a família estaria tentando retirar o jovem do país. Segundo ela, o adolescente teria se confundido ao relatar os acontecimentos do dia investigado.
Apesar da negativa, a Justiça de Santa Catarina determinou a entrega do passaporte do adolescente no prazo de 24 horas. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público, após surgirem indícios de uma possível tentativa de saída do Brasil.
A mãe do jovem também contestou a versão apresentada pelos investigadores de que teria tentado ocultar provas. Conforme a Polícia Civil, durante o depoimento, o adolescente teria retirado um boné e entregue o acessório à mãe, que o guardou na bolsa.
Ela, no entanto, afirmou que não houve qualquer intenção de esconder objetos. “Estávamos em uma sala com várias autoridades e pedi que ele retirasse o boné por respeito”, declarou durante a entrevista, na qual não teve a identidade revelada.
Outro ponto citado na investigação envolve um moletom preto encontrado na bagagem do adolescente. A mãe afirmou que a peça foi adquirida nos Estados Unidos, mas a Polícia Civil sustenta que imagens de câmeras de segurança mostram o jovem usando roupa semelhante no dia das agressões.
Segundo os investigadores, o adolescente apresentou contradições ao relatar seu trajeto até a praia quando confrontado com as imagens. A mãe argumenta que o filho teria se confundido por conta do tempo decorrido entre os fatos e o depoimento.
A investigação se apoia, principalmente, em registros de câmeras de segurança do dia 4 de janeiro, véspera da morte de Orelha. As imagens mostram o cão circulando pela região acompanhado de outros animais e, posteriormente, a presença de adolescentes acessando a praia.
O cachorro foi encontrado ferido no dia seguinte por uma moradora e levado ao atendimento veterinário, mas não resistiu. O caso gerou forte comoção entre moradores da região.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que aguarda a análise dos celulares apreendidos para verificar se houve participação de outros adolescentes ou o cometimento de novos atos infracionais. A apuração segue em andamento.


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