A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, na manhã desta segunda-feira (26), quatro mandados de busca e apreensão em residências de adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O animal morreu após ser violentamente agredido na região da Praia Brava.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, os adolescentes são investigados pelos crimes de maus-tratos a animal e coação. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi apreendido.
Durante uma das ações, realizada por volta das 6h, policiais apreenderam celulares, notebooks e outros equipamentos eletrônicos em um imóvel localizado no bairro João Paulo. Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica para auxiliar nas investigações.
Além das agressões ao cão, a apuração também envolve uma possível tentativa de intimidação contra um porteiro de um condomínio ligado a um dos adolescentes. Segundo a polícia, o homem teria sido ameaçado pelo pai de um dos investigados para que não colaborasse com as autoridades.
No domingo (25), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, afirmou que o caso teria avanços nos próximos dias. Já o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou que os adolescentes deverão prestar depoimento em breve. Após essa etapa e a análise das provas, o órgão poderá definir medidas socioeducativas.
A Polícia Civil confirmou que os quatro adolescentes suspeitos foram identificados na última semana. A delegada responsável pelo caso, Mardjoli Adorian Valcareggi, destacou que há indícios consistentes de autoria, reforçando que a investigação ocorre de forma imparcial.
Outro cachorro da região, chamado Caramelo, também teria sido alvo de agressões pelo mesmo grupo, incluindo uma tentativa de afogamento. O animal foi posteriormente adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.
O cão Orelha, também conhecido como Preto, vivia há quase dez anos na Praia Brava, onde era alimentado e protegido por moradores, pescadores e comerciantes locais. Ele foi encontrado com lesões graves em diversas partes do corpo e, devido à gravidade do quadro, precisou ser sacrificado.
Com informações NDMais


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