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quarta-feira, 24 de junho de 2026
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“Aliviar o sofrimento”: técnico de enfermagem apresenta versões à polícia sobre mortes em UTI no DF

Preso durante a Operação Anúbis, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, é apontado como principal suspeito de envolvimento na morte de pelo menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Em depoimento à polícia, ele apresentou versões distintas sobre os fatos, incluindo a alegação de que teria agido para “aliviar o sofrimento” das vítimas.

Inicialmente, Marcos negou qualquer irregularidade e afirmou que apenas administrava medicamentos previamente prescritos pelos médicos responsáveis. A versão, no entanto, foi contestada durante o interrogatório, após os investigadores apresentarem imagens do circuito interno de segurança do hospital.

Imagens contradizem versão inicial

Segundo apuração da coluna Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, os vídeos mostram o técnico circulando por áreas restritas, prescrevendo receitas, buscando medicamentos e preparando substâncias que, posteriormente, teriam sido aplicadas nos pacientes sem autorização médica.

Diante das evidências, Marcos acabou confessando os crimes. Em um dos relatos, afirmou que o ambiente da unidade estava “tumultuado”, o que o teria deixado nervoso e motivado suas ações. Em outra versão, disse ter acreditado que estava reduzindo o sofrimento das vítimas.

Substâncias irregulares e suspeita de participação de outras técnicas

Em um dos casos investigados, o técnico teria aplicado diversas vezes uma seringa contendo desinfetante diretamente na veia de uma das vítimas. A polícia também apura a participação de outras duas técnicas de enfermagem: Amanda Rodrigues de Sousa, de 22 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28.

As três prisões ocorreram após denúncia formal do próprio hospital, que identificou condutas atípicas dos ex-funcionários e solicitou a abertura de inquérito policial, além da adoção de medidas cautelares.

Mortes confirmadas e investigações em andamento

Até o momento, a Polícia Civil investiga as mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Segundo informações preliminares, as vítimas eram servidores públicos.

Além desses casos, outras 20 mortes registradas na unidade hospitalar estão sob análise para verificar possível relação com a atuação dos suspeitos.

Nota do hospital

Em nota oficial, o Hospital Anchieta afirmou que também é vítima das ações dos ex-funcionários e declarou solidariedade às famílias. A instituição informou que está colaborando de forma integral com as autoridades e reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência e a Justiça.


Com informações NDMais