O governo do Acre realiza um encontro com produtores de café ligados à Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá (Coopercafé), com o objetivo de reforçar o apoio à categoria e alinhar ações estratégicas para o fortalecimento da cafeicultura no estado.
A reunião acontece nesta terça-feira, 19, na Sala de Governança da Secretaria de Planejamento (Seplan), às 14h, onde na oportunidade, será realizada a assinatura da minuta do edital de credenciamento da compra de mudas através do Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Estado do Acre (Pecafes).

A iniciativa integra a política de desenvolvimento rural sustentável adotada pelo Estado, que vem consolidando o fruto como uma das principais cadeias produtivas da economia acreana.
O governador Gladson Cameli reforça que a cafeicultura se tornou uma política de Estado e representa uma oportunidade concreta de geração de renda, inclusão social e desenvolvimento regional. “O café é hoje uma das grandes forças do nosso campo. Estamos falando de uma atividade que gera emprego, fixa o produtor na zona rural e movimenta a economia local, especialmente no Juruá, onde o cooperativismo tem papel fundamental nesse crescimento”, afirmou.
A vice-governadora Mailza Assis ressaltou o impacto social da cadeia produtiva do café, especialmente para a agricultura familiar. “Mais de 90% dos nossos cafeicultores são agricultores familiares. Apoiar a Coopercafé é investir diretamente em quem vive da terra, em mulheres, homens e jovens que hoje assumem a gestão das propriedades, agregam valor ao produto e ajudam a transformar a realidade social do Acre”, pontuou.
Da Muda à Xícara
Nos últimos anos, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem garantido ações estruturantes em toda a cadeia produtiva, no modelo conhecido como “Da Muda à Xícara”, com assistência técnica contínua, distribuição de mudas, modernização da legislação, incentivos fiscais e realização de eventos estratégicos como o QualiCafé, que projetaram o café acreano em mercados nacionais e internacionais.
O secretário de Agricultura Luis Tchê, disse que é importante que o governo ouça o setor e entenda as demandas para juntos, produtores e Estado, possam buscar soluções e alternativas viáveis.
“A realidade é que o café mudou a vida das pessoas. Hoje temos 45 mil famílias que sobrevivem da agricultura familiar no estado e o café veio para mudar a vida, dar dignidade, a Seagri tem várias políticas públicas voltadas à cafeicultura como forma de apoio e geração de renda, compramos mudas, doamos as mudas ais produtores, entregamos calcário, diminuímos imposto sobre a questão da irrigação, enfim, são várias ações, disse.
Os investimentos e políticas públicas refletiram diretamente no desempenho econômico do setor. O Valor Bruto da Produção (VBP) do café saiu de R$ 20,5 milhões em 2015 para R$ 139,1 milhões em 2025. Apenas entre 2020 e 2025, o crescimento foi de 362%, consolidando o café como a “estrela em ascensão” da agropecuária acreana e levando o produto da 8ª para a 5ª posição no ranking estadual, superando culturas tradicionais.
Desenvolvimento sustentável
Além do impacto econômico, a cafeicultura tem se mostrado uma importante ferramenta de transformação social e ambiental. A adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs) contribui para a preservação da floresta amazônica, reduz o desmatamento e possibilita a regularização ambiental de produtores. A cadeia também fomenta os chamados empregos verdes, com oportunidades em agroecologia, processamento de cafés especiais e atividades ligadas ao ecoturismo rural.
O fortalecimento da Coopercafé, aliado aos investimentos em infraestrutura, como melhoria de acessos e implantação de complexos industriais, reforça a estratégia do governo de consolidar o café como motor de desenvolvimento sustentável. A expectativa é que a atividade continue gerando renda, elevando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos municípios produtores e contribuindo para retirar milhares de famílias da pobreza extrema, por meio da geração de emprego no campo.
O setor cafeeiro do Acre recebeu, em dezembro de 2025, um impulso de R$ 14,7 milhões com a assinatura de um convênio entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Social (ABDI) e a Cooperativa dos Extrativista do Acre (Cooperacre), papel importante no fortalecimento dos produtores rurais e na criação de um ambiente favorável aos negócios.
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