Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. Amazonas contabilizou 35.037 ocorrências de violência doméstica contra mulheres ao longo de 2025. Apesar dos números ainda elevados, a SSP-AM aponta que houve redução dos casos em relação a 2024 em todo o estado, indicando uma tendência de queda nas notificações.
Manaus concentra a maior parte das ocorrências, com 22.133 registros, o que representa mais de 60% do total estadual. A capital liderou os números em todos os meses do ano, com média superior a dois mil casos mensais. Os meses de maior pico foram julho e agosto, com 2.474 ocorrências cada, seguidos de maio, que registrou 2.617 casos.
No interior do estado, a violência doméstica também se mostra presente em diferentes regiões. Entre os municípios com maior número de registros estão Japurá (1.617), Itacoatiara (1.113) e Manacapuru (1.064). Em seguida aparecem Tefé (967), Juruá (870) e Coari (605).
Ranking dos municípios com mais registros de violência doméstica contra mulheres em 2025
Manaus – 22.133
Japurá – 1.617
Itacoatiara – 1.113
Manacapuru – 1.064
Tefé – 967
Juruá – 870
Coari – 605
Humaitá – 516
Carauari – 374
Iranduba – 322
Barreirinha – 282
Benjamin Constant – 272
São Gabriel da Cachoeira – 266
São Paulo de Olivença – 213
Novo Airão – 169
Tabatinga – 166
Santo Antônio do Içá – 155
Urucurituba – 145
Boca do Acre – 144
Eirunepé – 141
Boca do Acre no cenário estadual
Com 144 ocorrências registradas em 2025, Boca do Acre ocupa a 19ª posição no ranking estadual de municípios com registros de violência doméstica contra mulheres. O dado reforça que, embora o município não esteja entre os que apresentam maiores números absolutos, a violência doméstica também é uma realidade presente no município, exigindo atenção contínua do poder público, das redes de proteção e da sociedade.
Apesar do cenário preocupante, a redução dos registros em comparação com 2024, apontada pela SSP-AM, é vista como um sinal positivo, possivelmente relacionado ao fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência, ampliação dos canais de denúncia e maior conscientização da população. Ainda assim, especialistas reforçam que a subnotificação continua sendo um desafio e que os números podem representar apenas parte da realidade vivida por muitas mulheres amazonenses.
Com informações do G1 AM


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