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domingo, 5 de julho de 2026
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Rio Acre baixando na fronteira, Purus subindo em Santa Rosa e Boca do Acre em alerta

Comparativo com municípios a montante mostra cenário de oscilação, com pontos de elevação e declínio nas principais bacias que influenciam o município

O monitoramento hidrometeorológico dos rios Acre e Purus indica que Boca do Acre segue em estado de atenção diante do atual cenário das cheias, especialmente quando comparado aos municípios localizados acima do município nas duas bacias. Em 2025, nesta segunda-feira 29 de dezembro, o nível registrado em Boca do Acre está em 15,53 metros, abaixo do observado no mesmo período de 2024, quando o rio marcou 15,98 metros, mas ainda dentro de uma faixa considerada sensível.

O episódio mais crítico recente ocorreu em 25 de março de 2025, quando o rio atingiu 19,24 metros, configurando o ápice da cheia no município. A situação levou a Prefeitura de Boca do Acre a decretar três situações de emergência, todas logo no início do mandato do prefeito Frank Barros, em razão dos impactos causados à população urbana e ribeirinha.

No rio Acre, que também exerce influência sobre Boca do Acre, os dados mostram comportamentos distintos ao longo do curso. Em Assis Brasil, município de cabeceira localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Bolívia, o nível está em declínio, marcando 4,12 metros. Já na capital acreana, Rio Branco, o rio apresenta elevação, com nível atual de 15,36 metros, o que mantém o estado de alerta para possíveis reflexos a jusante.

A situação mais sensível, no entanto, está relacionada ao rio Purus, considerado o principal influenciador hidrológico de Boca do Acre. Entre os municípios localizados acima, Sena Madureira apresenta declínio, com 13,26 metros. Em contrapartida, Santa Rosa do Purus registra elevação, atingindo 9,42 metros, enquanto Manoel Urbano também segue em alta, com 11,34 metros.

O cenário evidencia que, apesar da redução em alguns pontos, a combinação de elevação em municípios estratégicos do rio Purus mantém Boca do Acre sob risco hidrológico. As autoridades locais seguem acompanhando os boletins técnicos para adoção de medidas preventivas, especialmente diante do histórico recente de cheias severas que marcaram o início da atual gestão municipal.