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domingo, 5 de julho de 2026
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Vaqueiro do Ibama é morto com tiro no pescoço durante operação em terra indígena no Pará

Um vaqueiro contratado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) foi assassinado na segunda-feira (15) durante uma operação de desintrusão na Terra Indígena Apyterewa, localizada no município de São Félix do Xingu, no sul do Pará.

A ação cumpria uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou a retirada de invasores e a apreensão de gado mantido ilegalmente dentro do território indígena.

Emboscada durante apreensão de gado

Segundo informações da Agência Brasil, o vaqueiro foi alvo de uma emboscada enquanto conduzia cabeças de gado apreendidas pela mata em direção ao curral. Ele foi atingido por um disparo no pescoço.

A vítima chegou a receber os primeiros socorros no local e foi transportada de helicóptero até o hospital do município, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Nota do Ibama

Em nota oficial, o Ibama lamentou a morte do trabalhador e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.

“O Instituto reafirma seu compromisso com o cumprimento das decisões judiciais, a proteção das terras indígenas e a atuação integrada com os demais órgãos públicos, repudiando qualquer forma de violência contra agentes públicos e pessoas que colaboram com as ações do Estado”, afirmou o órgão.

Investigação em andamento

Equipes das polícias Federal, Civil e Militar já estão na Terra Indígena Apyterewa para investigar o crime e identificar os responsáveis. A região é marcada por conflitos territoriais e disputas envolvendo atividades ilegais.

Tradicionalmente ocupada pelo povo Parakanã, a terra indígena foi homologada em 2007 e possui cerca de 773 mil hectares. Apesar disso, sofre há anos com invasões de grileiros, madeireiros e criadores de gado.

Área está entre as mais desmatadas do país

A Terra Indígena Apyterewa figura entre as áreas mais desmatadas do Brasil. Diante do avanço da ocupação ilegal, o STF determinou a retirada dos invasores no âmbito da ADPF 709.

A operação contou com a participação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Funai, Abin, Força Nacional de Segurança Pública, além de órgãos estaduais como a Polícia Militar, Polícia Civil e a Adepará.