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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Acre inaugura primeiro banco de órteses para tratar Pé Torto Congênito

A Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) lançou, nesta segunda-feira (8), o primeiro banco de órteses para o tratamento do Pé Torto Congênito (PTC) no Acre. A iniciativa, realizada em parceria com o Rotary Club Rio Branco – Amazônia, reforça a estrutura do ambulatório especializado que funciona na unidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto começou com a doação de 60 órteses ortopédicas utilizadas no método Ponseti, protocolo internacionalmente reconhecido como o mais eficiente na correção do PTC. Com o novo banco, crianças terão acesso gratuito e imediato ao dispositivo, considerado essencial para evitar o retorno da deformidade após as etapas iniciais do tratamento.

As órteses do tipo “botinha”, que podem custar até R$ 1 mil na rede privada, serão entregues, acompanhadas e recolhidas conforme a necessidade de troca, permitindo o uso por novos pacientes. O atendimento será conduzido pela equipe especializada da Fundhacre, formada pelos ortopedistas Pothyra Pascoal e Nelson Marquezini, que coordena o ambulatório dedicado ao PTC.

Avanço para a saúde pública infantil

A presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, destacou que a criação do banco de órteses representa a consolidação de um serviço estruturado ao longo dos últimos anos. “É um marco para a saúde pública. Com esse estoque permanente, nenhuma criança ficará sem o dispositivo necessário para completar o tratamento”, afirmou.

A ortopedista Pothyra Pascoal, responsável por trazer o projeto ao estado, enfatizou o impacto direto na vida das famílias. “As órteses são fundamentais para impedir a reincidência da deformidade. Muitas famílias não tinham condições de comprar ou aguardavam por longos períodos. A pronta entrega garante que o tratamento siga até o fim”, explicou.

Parceria internacional

Instalado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), junto à Oficina Ortopédica, o banco de órteses foi viabilizado por meio de um convênio derivado de um projeto internacional de subsídio global do Rotary. A ação envolveu clubes do Brasil e da Alemanha para capacitar equipes e financiar a aquisição dos dispositivos.

O presidente do Rotary Club Rio Branco – Amazônia, Isaías Júnior, afirmou que o programa atende diretamente à vocação da instituição. “A deficiência não escolhe casa. Aqui encontramos profissionais comprometidos, como as equipes coordenadas pelos doutores Pothyra e Marquezini. Temos confiança de que esse projeto vai se expandir com o apoio da comunidade”, disse.

A criação do banco de órteses fortalece o atendimento às crianças com Pé Torto Congênito e amplia a segurança das famílias durante todo o tratamento, assegurando continuidade e acesso a dispositivos essenciais para a reabilitação plena.