Vulcão Hayli Gubbi entra em erupção pela primeira vez desde a Era do Gelo e lança nuvem de cinzas visível do espaço
O vulcão Hayli Gubbi, localizado na região de Afar, no nordeste da Etiópia, entrou em erupção no último domingo (23), após aproximadamente 12 mil anos sem atividade vulcânica registrada. A erupção resultou em uma enorme nuvem de cinzas que se espalhou rapidamente e alcançou países do Oriente Médio e da Ásia, incluindo Iêmen, Omã, Paquistão e Índia.
Moradores relataram que um forte estrondo antecedeu a atividade vulcânica. “Parecia uma bomba. O chão tremeu e logo o céu ficou coberto de fumaça e cinzas”, disse um habitante local à agência Associated Press.
Embora não haja registro de feridos até o momento, autoridades etíopes alertam que a erupção pode afetar atividades agrícolas da região, especialmente pastagens e plantações, fundamentais para a subsistência local. A criação de gado também pode ser impactada pelo acúmulo de partículas finas no solo e na água.
Imagens de satélite divulgadas pela NASA mostram a nuvem de cinzas se formando sobre a Etiópia e avançando para o leste, interferindo temporariamente em rotas aéreas que passam pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Omã.
O Hayli Gubbi é classificado como um vulcão escudo, estrutura típica de erupções formadas por lava de baixa viscosidade. Esse tipo de vulcão tem formato amplo e declives suaves, semelhante a um escudo deitado. A estrutura chega a 493 metros de altura.
A erupção é considerada um evento raro e está sendo monitorada por agências internacionais de vulcanologia e geociências. Pesquisadores afirmam que os próximos dias serão determinantes para avaliar se o Hayli Gubbi continuará expelindo cinzas ou se a atividade diminuirá.
Vídeos compartilhados nas redes sociais registram o momento exato da erupção e mostram a formação da coluna de fumaça cobrindo o céu da região.
Um vulcão adormecido há quase 12 mil anos entrou em erupção no nordeste da Etiópia, no domingo, 23, provocando uma coluna de fumaça que atingiu 14 quilômetros de altura e atravessou o Mar Vermelho em direção ao Iêmen e Omã. O episódio, descrito por especialistas como “sem… pic.twitter.com/DMIGvrdWKR
— VEJA (@VEJA) November 25, 2025



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