O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta segunda-feira (24) que o Partido Liberal decidiu concentrar sua atuação no Congresso na aprovação de um projeto de anistia para investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro. A decisão ocorre dois dias após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo o parlamentar, a reunião realizada na sede do partido, em Brasília, contou com a participação de 54 parlamentares e resultou em consenso interno: a aprovação da anistia será a prioridade política da sigla.
“Esse agora é o nosso objetivo único”, afirmou Flávio Bolsonaro após o encontro.
Reunião define estratégia após prisão preventiva
O encontro foi convocado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para alinhar a resposta institucional à prisão. Flávio Bolsonaro disse que a postura da bancada é de “voz uníssona” pela aprovação da proposta.
A prioridade será avançar com o texto primeiro na Câmara dos Deputados para, posteriormente, encaminhá-lo ao Senado.
A reunião ocorreu no mesmo dia em que a Primeira Turma do STF decidiu manter a prisão preventiva do ex-presidente por maioria de votos.
PL quer anistia ampla e rejeita proposta alternativa
Ao comentar o conteúdo do projeto, Flávio Bolsonaro afirmou que o PL defenderá uma anistia ampla e irrestrita e descartou apoio ao chamado “PL da dosimetria”, que trata apenas de ajustes nas penas.
O senador também declarou que o PL não pretende obstruir votações como fez em agosto, quando parlamentares ocuparam as mesas da Câmara e do Senado. A estratégia agora, segundo ele, será baseada em articulação política e negociação.
Busca por apoio no Congresso
O líder do partido no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse que já existem conversas com outras siglas para facilitar a tramitação da proposta.
Ele avaliou que há um processo de “amadurecimento” entre as lideranças da Câmara e do Senado que pode permitir a inclusão do tema na pauta.
Bolsonaro nega tentativa de fuga
Ao responder sobre os fundamentos da prisão preventiva, Flávio Bolsonaro voltou a negar que seu pai tenha tentado fugir ou buscado abrigo em uma embaixada.
Segundo ele, Jair Bolsonaro estava dormindo no momento em que a tornozeleira eletrônica foi trocada. A danificação do equipamento — provocada por calor, possivelmente por ferro de solda — foi reconhecida pelo ex-presidente em audiência de custódia, quando atribuiu o ato a uma crise de paranoia induzida por medicamentos.
A Primeira Turma do STF acompanhou o voto do relator Alexandre de Moraes e manteve a prisão preventiva.
Com informações NDMais



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