O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar dos Santos, recebeu uma carta oficial do governo dos Estados Unidos, datada de 4 de novembro, em que o chefe da Divisão de Repressão a Drogas (DEA) no Brasil, James M. Sparks, manifesta apoio e condolências pela morte de quatro policiais durante a megaoperação realizada em 28 de outubro no Complexo do Alemão.
No documento, o representante americano lamenta “a trágica perda dos quatro policiais que tombaram no cumprimento do dever” e destaca a coragem e o sacrifício das forças de segurança do Estado.
A carta também afirma que o consulado e as autoridades americanas se colocam à disposição para oferecer cooperação e apoio técnico às equipes brasileiras, caso seja necessário. “O consulado permanece à disposição para qualquer apoio que se faça necessário”, diz o trecho do texto.
A correspondência foi endereçada à sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), na Cidade Nova, no Rio de Janeiro.
Repercussão política
O envio da carta ocorre em momento de intenso debate sobre a legalidade e proporcionalidade do uso da força na operação, que tinha como alvo o Comando Vermelho, uma das facções mais armadas do país.
Na segunda-feira (3), o governador Cláudio Castro (PL) prestou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ação referente às operações em favelas. Castro defendeu que a ação foi legal e constitucional e teve como objetivo o enfrentamento ao crime organizado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a operação como uma “matança” e defendeu que a Polícia Federal investigue a força-tarefa. O episódio manteve acesa a discussão sobre o equilíbrio entre efetividade das ações e proteção de direitos humanos.




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