
O mês de outubro de 2025 foi o mais chuvoso dos últimos cinco anos no Acre (com exceção de 2022), segundo dados de monitoramento hidrometeorológico. O volume acumulado de 204,6 milímetros superou em 36,5% a média histórica para o período, que é de 150 milímetros.
O aumento significativo das precipitações refletiu-se também no comportamento do Rio Acre, que apresentou o quinto melhor nível dos últimos onze anos. Somente os anos de 2017, 2018, 2019 e 2024 registraram índices mais elevados.
De acordo com os técnicos, a partir da segunda quinzena de outubro, o estado passou a sentir os efeitos do fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno altera o regime de chuvas em várias regiões do planeta e, na Amazônia Ocidental, tende a aumentar a frequência e intensidade das precipitações.
A expectativa é de que a La Niña se intensifique em novembro, quando a média histórica de chuvas é de 206,1 milímetros. Caso o cenário se confirme, o nível do Rio Acre deve começar a subir no fim do mês, com tendência de elevação mais acentuada nos meses seguintes.
Os órgãos de defesa civil, monitoramento e previsão climática devem realizar ainda em novembro a tradicional reunião “pré-cheia”, que apresentará um prognóstico detalhado sobre o comportamento hidrológico esperado na transição de 2025 para 2026 — com atenção especial para o primeiro trimestre do próximo ano, período em que há possibilidade de o rio atingir a cota de transbordamento, caso as chuvas permaneçam acima da média.


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