Após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes, o governo argentino anunciou medidas preventivas e enviou militares para reforçar a segurança na fronteira com Santa Catarina.
Os efetivos foram deslocados para a província de Misiones, especialmente na cidade de Bernardo de Irigoyen, que faz fronteira com Dionísio Cerqueira (SC) e Barracão (PR), no Extremo-Oeste catarinense.
O ministro da Defesa Nacional da Argentina, Luis Petri, afirmou que o país formou equipes de controle e vigilância do Exército para atuar na fronteira com o Brasil.
“Vamos reforçar a fronteira, que para nós é muito importante, levando em conta esta debandada narcoterrorista que possui poder de fogo militar”, declarou Petri.
A ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, explicou que o envio das tropas é uma medida preventiva, motivada pelos episódios violentos ocorridos na terça-feira (28) no Rio de Janeiro.
“Emitimos instruções para intensificar as operações nas zonas fronteiriças Leste e Noroeste, incluindo a fronteira de Santa Catarina. Também enviamos um manual de reconhecimento para identificar grupos narcoterroristas”, disse Bullrich.
Além disso, a ministra destacou que o governo argentino busca cooperação com as forças policiais do Brasil e do Paraguai, visando o intercâmbio de informações e o fortalecimento das operações conjuntas.
Megaoperação no Rio de Janeiro
A operação, batizada de “Contenção”, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com o objetivo de conter o avanço do Comando Vermelho (CV) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão — 30 deles contra suspeitos de outros estados.
Segundo o balanço divulgado, 121 pessoas morreram, incluindo quatro policiais. Outros 113 suspeitos foram presos e 118 armas foram apreendidas, entre elas 91 fuzis e 14 artefatos explosivos.
O governo estadual informou ainda que parte dos corpos foi localizada por moradores em uma área de mata no Complexo da Penha, na zona norte da capital fluminense.



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