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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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Mais de 450 pessoas são assassinadas em hospital no Sudão, alerta OMS

Um ataque a um hospital em Fasher, no oeste do Sudão, deixou pelo menos 460 mortos, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O incidente ocorreu em meio ao conflito entre as Forças de Reação Rápida (RSF) e o Exército do Sudão, que se intensificou nos últimos anos e já deixou milhares de mortos e deslocados.

O Sudão vive uma guerra civil desde abril de 2023, quando disputas internas sobre a integração das RSF ao Exército Nacional desencadearam confrontos armados. As RSF têm origem nas milícias Janjaweed, que ficaram conhecidas internacionalmente por crimes cometidos em Darfur há cerca de 20 anos. Desde o início do conflito, já foram registrados mais de 285 ataques a unidades de saúde, resultando em mais de 1.200 mortes.

O massacre em Fasher provocou uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O subsecretário-geral para Assistência Humanitária da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a situação evidencia uma grave falha de proteção de civis e de cumprimento do direito internacional. O apelo é por um cessar-fogo imediato, acesso humanitário irrestrito e responsabilização dos responsáveis pelas atrocidades.

As forças paramilitares têm atacado hospitais, escolas e comunidades inteiras, tornando o acesso à saúde e à segurança extremamente precário. A situação humanitária no país é crítica, com milhares de pessoas deslocadas internamente e dependentes de ajuda internacional.

Especialistas alertam que a violência em Fasher reflete um padrão histórico de impunidade em conflitos no Sudão, especialmente na região de Darfur, onde a população civil já foi alvo de massacres em décadas anteriores. O ataque a um hospital reforça a urgência de medidas internacionais para proteger civis e garantir a prestação de serviços essenciais em áreas de conflito.