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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Comissão de Direitos Humanos da Câmara pede prisão preventiva de Cláudio Castro e investigação sobre operação no Rio

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHMIR) encaminhou um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitando a avaliação da prisão preventiva do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), além da abertura de investigação sobre a Operação Contenção, que deixou mais de 100 mortos nos complexos da Penha e do Alemão.

O documento cita a necessidade de perícia técnica independente, acompanhamento às vítimas e rastreamento das armas apreendidas durante a ação, que é considerada a maior operação de segurança pública da história do estado.

Comissão cobra transparência e perícia independente

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, a comissão também pretende encaminhar denúncias de moradores e entidades de direitos humanos para apuração. O pedido inclui o rastreamento das armas utilizadas e questiona a aplicação dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

O documento é assinado por parlamentares de partidos de esquerda, entre eles Reimont (PT-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Tadeu Veneri (PT-PR), Luiz Couto (PT-PB), Glauber Braga (PSOL-RJ), Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Cláudio Castro defende operação e rebate críticas

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (29), o governador Cláudio Castro afirmou que a operação representou “um duro golpe na criminalidade” e reforçou que “as únicas vítimas foram os policiais”.

Castro também declarou ter solicitado blindados ao Ministério da Defesa e disse que o governo do Rio está preparado para manter o combate ao crime organizado, caso seja decretada uma GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

O pedido da comissão aumenta a pressão sobre o governo fluminense, que enfrenta críticas nacionais e internacionais pela alta letalidade da operação e por supostas violações de direitos humanos.

Fonte: Folha de S. Paulo