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segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Boulos toma posse como ministro e pede um minuto de silêncio pelas vítimas da operação no Rio

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) tomou posse nesta quarta-feira (29) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. Durante o discurso, Boulos pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da megaoperação policial no Rio de Janeiro, que já soma mais de 130 mortos, entre civis e agentes de segurança.

“Antes de falar deste momento e do trabalho que pretendo fazer na Secretaria-Geral, queria pedir que todos nós fizéssemos um minuto de silêncio por todas as vítimas desta operação — policiais, moradores, todos eles”, declarou o novo ministro, sob aplausos de representantes de movimentos sociais presentes na cerimônia.

Em tom de mobilização política, Boulos prometeu aproximar o governo Lula dos movimentos populares e “colocar o governo na rua”, percorrendo o país para ouvir trabalhadores e lideranças comunitárias.

“Não dialogarei com quem ataca a democracia. O papel da Secretaria-Geral será garantir que o governo fale com o povo, olho no olho”, afirmou.

Compromissos e propostas

Durante o discurso, o novo ministro defendeu o fim da jornada de trabalho 6×1, maior proteção aos trabalhadores informais — como motoristas de aplicativo e microempreendedores — e participação popular na elaboração do orçamento federal.

Substituição e missão política

Boulos substitui Márcio Macedo (PT), que vinha sendo criticado internamente por baixa articulação com movimentos sociais. Sua nomeação é vista como uma estratégia do governo Lula para reaproximar a base popular e fortalecer o campo progressista antes das eleições de 2026.

O novo ministro, que não pretende disputar a reeleição à Câmara Federal, consolidou sua trajetória política como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), movimento que protagonizou diversas ações por moradia em São Paulo.

Com o novo cargo, Boulos assume papel estratégico dentro do Planalto, sendo responsável por articular políticas de participação social e comunicação direta com a sociedade civil organizada.