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segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Nikolas Ferreira causa polêmica ao comentar operação no Rio: “É só matar os outros 120”

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a gerar polêmica nas redes sociais nesta quarta-feira (29) após um comentário sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, que já deixou mais de 130 mortos.

Em resposta a uma publicação no X (antigo Twitter), na qual um internauta escreveu: “Não adianta matar 60 traficantes se no dia seguinte já tiver outros 120 pra ocupar o mesmo lugar”, o parlamentar respondeu: “É só matar os outros 120.”

A declaração repercutiu rapidamente, dividindo opiniões e gerando críticas. Diversos usuários acusaram o deputado de fazer apologia à violência, enquanto apoiadores defenderam o comentário como uma “resposta dura ao crime”.

A fala de Nikolas ocorre em meio à intensa repercussão da Operação Contenção, considerada a maior da história do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital. A ação deixou pelo menos 130 mortos, entre eles quatro policiais, e resultou na prisão de mais de 110 pessoas e na apreensão de 93 fuzis, além de grande quantidade de drogas.

A operação foi classificada por veículos internacionais como “caótica” e “extremamente letal”. Jornais como The Guardian, The New York Times e El País criticaram a falta de controle e o número de vítimas, descrevendo o episódio como “parte de uma história já sangrenta” no Brasil.

A ONU também se manifestou, dizendo estar “horrorizada” com a letalidade da operação e cobrando do governo brasileiro investigações rápidas sobre possíveis violações de direitos humanos. Organizações nacionais e internacionais reforçaram o pedido por transparência e responsabilização.

Enquanto isso, moradores das comunidades afetadas realizaram protestos contra o governador Cláudio Castro (PL), a quem chamaram de “assassino” e “terrorista”. Durante entrevista, Castro declarou que, “tirando a vida dos policiais, o resto da operação foi um sucesso”, o que ampliou a indignação de movimentos sociais e parlamentares da oposição.

Diante da pressão nacional e internacional, o MPF e a DPU solicitaram esclarecimentos ao governo do Rio sobre as medidas tomadas para socorrer as vítimas e garantir a apuração de eventuais abusos cometidos por agentes do Estado.