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domingo, 14 de junho de 2026
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Bebê que quase foi enterrado vivo morre na UTI do Hospital da Criança, em Rio Branco

Pedro José, recém-nascido de apenas dois dias que havia despertado durante o próprio velório, morreu na madrugada desta segunda-feira (27), na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança, em Rio Branco (AC).

De acordo com o pai, Marcos dos Santos Fernandes, sua esposa, Sabrina Souza, começou a sentir dores de parto na última quinta-feira (23). O casal, que mora no município de Pauini (AM), decidiu viajar até a capital acreana em busca de atendimento médico, já que a cidade de origem possui poucos recursos na área da saúde.

Segundo o relato de Marcos, a equipe médica da Maternidade Bárbara Heliodora informou que Sabrina havia entrado em trabalho de parto após a bolsa romper e a perda de líquidos. A equipe teria orientado que ela aguardasse a dilatação para realizar o parto normal, podendo receber medicamentos para auxiliar o processo.

Ainda conforme o pai, a situação se agravou quando Sabrina deu à luz no leito, enquanto aguardava atendimento. Ele contou que uma profissional de saúde chegou logo em seguida e informou que o bebê havia nascido sem vida. O recém-nascido foi então enrolado em um pano e levado ao necrotério do hospital.

Na noite de sexta-feira (24), uma assistente social teria procurado a família para tratar dos procedimentos de sepultamento. Na manhã de sábado (25), uma funerária particular buscou o corpo da criança para o enterro. No entanto, momentos antes do sepultamento, uma parente pediu para ver o bebê. Ao abrir o caixão, todos ficaram em choque ao perceber que o recém-nascido estava vivo e chorando.

Imediatamente, a família entrou em desespero e levou o bebê de volta à maternidade, onde ele foi internado e transferido para a UTI do Hospital da Criança. Apesar dos esforços da equipe médica, Pedro José não resistiu e faleceu dois dias depois.

A Polícia Militar foi acionada e compareceu à maternidade para apurar o caso. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia Especializada de Proteção à Criança (DEPC), que ficará responsável pela investigação.