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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Nova linha de crédito imobiliário do governo deve financiar até 80 mil casas de classe média

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou uma nova linha de crédito imobiliário destinada a classe média com o objetivo de viabilizar mais recursos ao financiamento e a construção de mais moradias.

O crédito é destinado a famílias com a renda acima de R$ 12 mil e com valor máximo de financiamento de até R$ 2,25 milhões.

Entenda as mudanças da linha de crédito imobiliário

Essa nova linha de crédito imobiliário faz parte do SFH (Sistema Financeiro de Habitação) e tem juros de até 12% ao ano.

A Caixa Econômica Federal deve voltar a financiar 80% do imóvel, sendo que antes o máximo era 70%. O financiamento será feito com base na tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), ou seja, no início as parcelas são maiores e no fim menores.

Cerca de 80 mil novos imóveis poderão ser financiadas com as novas regras, segundo o governo. No primeiro ano de funcionamento do crédito, estima-se que serão alcançados R$ 111 bilhões. Devem ser liberados R$ 52,4 bilhões de imediato.

O que muda para quem usa o saldo do FGTS?

O novo teto de R$ 2,25 milhões amplia o alcance das regras que permitem usar o saldo do FGTS como parte do financiamento. Agora, imóveis de valor mais alto podem ser adquiridos com juros regulados e benefícios antes restritos a faixas de preço menores.

O FGTS poderá ser usado em financiamentos habitacionais:

-Como entrada, reduzindo o valor a ser financiado;

-Para amortizar o saldo devedor, diminuindo parcelas ou prazo;

-Para pagar parte das prestações, aliviando o orçamento mensal

Fase de transição

O novo modelo do crédito imobiliário deve ter vigência total em 2027, sendo implementado gradualmente até lá.

De 2025 até janeiro de 2027 será o período de transição. Durante esse tempo, o percentual de depósitos compulsórios cairão de 20% para 15%. A diferença, de 5 pontos percentuais, será aplicada no novo modelo.

A partir de janeiro de 2027, será o fim da obrigação de os bancos destinarem 65% dos depósitos da poupança ao crédito habitacional. Além disso, depósitos compulsórios no Banco Central serão extintos e até 100% do dinheiro aplicado na poupança poderá ser usado no crédito habitacional.

Fonte: NDMais