A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deve apreciar, na próxima terça-feira (21), dois projetos de lei enviados pelo governador Gladson Camelí (PP) que tratam da autorização para novos empréstimos destinados a investimentos nas áreas rural e urbana do Estado.
O principal pedido é de R$ 250 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o governo, o montante será utilizado na implantação de 2 mil hectares de sistemas agroflorestais integrados à produção de mel, beneficiando cerca de 2 mil famílias de agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos indígenas.
Além de fomentar o setor produtivo, o projeto prevê a fortalecimento das cadeias do cacau e do mel, com foco em ampliar o acesso a mercados nacionais e internacionais. O plano também inclui assistência técnica e extensão rural por, no mínimo, três anos, para melhorar a produtividade e sustentabilidade da produção.
No âmbito urbano, o governo afirma que parte dos recursos será destinada à transição energética, com a instalação de sistemas de energia solar em prédios públicos, reduzindo custos operacionais da administração estadual. O projeto também contempla a implantação de viveiros públicos para produção de mudas e insumos, além de parques urbanos, arborização e ações de resiliência ambiental.
Segundo o governador Gladson Cameli, o investimento é estratégico para o desenvolvimento sustentável do Acre.
“Nosso Estado tem 86% da superfície coberta por floresta primária e reúne condições únicas para consolidar políticas produtivas sustentáveis. Mesmo com o crescimento de 4,4% em 2024, ainda enfrentamos desafios de produtividade e de assistência técnica”, destacou o chefe do Executivo.
Além do pedido ao BNDES, os deputados também vão analisar outro empréstimo de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal, voltado a projetos complementares de infraestrutura e desenvolvimento econômico.
A expectativa é de que ambas as propostas gerem debates intensos no plenário, especialmente quanto ao endividamento do Estado e à capacidade de execução dos projetos apresentados pelo governo.



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