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domingo, 2 de agosto de 2026
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Parada cardíaca e coma induzido: o que causou a morte de mulher que comeu ‘falsa couve’ em MG

Morreu na última segunda-feira (13), Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, vítima de intoxicação após ingerir uma “falsa couve”.

Ela estava internada desde o dia 8 de outubro, em Patrocínio, no Alto Paranaíba, Minas Gerais.

No domingo (12), o estado de saúde da mulher se agravou e evoluiu para uma lesão cerebral grave. A morte foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.

O velório de Claviana será realizado na manhã desta terça-feira (14), na Funerária do Baiano, em Guimarânia, e o sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Municipal da cidade.

‘Falsa couve’: família confundiu planta tóxica durante refeição

O caso de falsa couve aconteceu na quarta-feira (8), quando quatro pessoas passaram mal após o almoço em uma chácara na zona rural. As vítimas, entre elas Claviana, ingeriram folhas da planta tóxica Nicotiana glauca, acreditando se tratar de couve comum. O vegetal havia sido colhido no próprio terreno e servido refogado.

As quatro pessoas foram socorridas em estado grave por equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e Polícia Militar. Segundo as autoridades, todas chegaram a sofrer parada cardiorrespiratória, mas foram reanimadas no local.

Vegetal tóxico, Nicotiana glauca, foi confundido com a couve e foi servido durante almoço

Elas foram encaminhadas para a Santa Casa de Patrocínio e para a UPA. Entre as vítimas estavam Claviana, de 37 anos, e três homens de 60, 64 e 67 anos. Um homem de 67 anos teve quadro leve e recebeu alta em 9 de outubro.

Outros dois permanecem internados — um em coma induzido e com respiração assistida, e outro em estado estável, após ter sido extubado. Uma criança de 2 anos também foi levada ao hospital apenas por precaução, já que não chegou a ingerir a planta.

A Secretaria de Saúde informou que fragmentos da falsa couve foram encontrados na arcada dentária da vítima e encaminhados, junto com amostras da planta, para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso, cuja principal hipótese é de envenenamento acidental.

Fonte: NDMais