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domingo, 14 de junho de 2026
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Boca do Acre amarga 58ª posição em ranking de aprovação das prefeituras do Amazonas, aponta RealTime1

Na calha do Purus, município é o pior avaliado, enquanto prefeito Frank Barros insiste em decretos de emergência e megaeventos

O portal RealTime1 divulgou a segunda rodada da avaliação das prefeituras do interior do Amazonas, dentro de um levantamento inédito que acompanha a percepção da população sobre a gestão municipal em todas as 61 cidades do Estado. O resultado foi devastador para Boca do Acre: o município ocupa a 58ª posição no ranking geral, com apenas 29% de aprovação, figurando entre os últimos colocados do Amazonas.

Na região da calha do Purus, a situação é ainda mais constrangedora. Boca do Acre ficou atrás de cidades vizinhas como Beruri (82%), Canutama (74%), Lábrea (70%), Pauini (66%) e Tapauá (62%), consolidando-se como a pior gestão avaliada no eixo.

Contradições na administração Frank Barros

A baixa aprovação da prefeitura é reflexo direto das escolhas políticas do atual prefeito, Frank Barros. Sua gestão tem sido marcada pela publicação frequente de decretos de emergência, ferramenta que abre caminho para contratações sem licitação, favorecendo empresas parceiras e levantando questionamentos sobre transparência e prioridades.

Ao mesmo tempo em que decreta “emergência” para justificar gastos sem controle rigoroso, a administração não poupa recursos em megaeventos, como o carnaval, a ExpoBoca e o Festival de Praia. Essas festas consomem cifras expressivas, pois somente os dois últimos eventos demandam quase 5 milhões de reais dos cofres públicos, em um contraste gritante com a alegação de dificuldades financeiras que justificariam medidas emergenciais.

Serviços básicos abandonados

Enquanto o caixa da prefeitura é liberado para grandes eventos, a realidade da população é marcada por abandonos cotidianos. A água que chega às torneiras é turva, as ruas permanecem esburacadas, enlameadas ou cobertas de poeira, e áreas essenciais como Educação e Saúde seguem sem investimentos consistentes. Escolas carecem de estrutura e professores enfrentam obstáculos diários, enquanto postos de saúde operam de maneira limitada, sem suprir a demanda da comunidade.