Manifestação reúne cerca de 300 pessoas; organização indígena OPIAJBAM nega participação
CAPA
A BR-317, conhecida como Estrada do Pacífico, foi bloqueada na manhã desta segunda-feira (22), no km 86, por moradores da comunidade rural Marielle Franco e de ramais vizinhos. O protesto, que começou por volta das 7h, reuniu aproximadamente 300 pessoas e teve como principal reivindicação o fim da violência na região, marcada por ameaças, conflitos e insegurança crescente.
Os manifestantes usaram paus, galhos e veículos para interromper o tráfego, pedindo providências urgentes das autoridades estaduais e federais. Segundo a comissão organizadora, formada por trabalhadores rurais, a ação é uma forma de chamar a atenção para os episódios de agressões e intimidações vividos nas últimas semanas.
Contexto do protesto
A mobilização foi comunicada oficialmente à Polícia Federal, à Polícia Rodoviária Federal e ao IBAMA, em ofícios assinados pelo presidente da comissão dos trabalhadores rurais da comunidade, Vicente Paulo Daniel. Nos documentos, os organizadores alegam que a empresa de segurança Bastos estaria impedindo o acesso a ramais da região com construções irregulares, o que tem aumentado as tensões locais.
“Estamos cansados de viver sob medo. Nossos direitos de ir e vir estão sendo desrespeitados e a violência virou rotina”, afirmou um dos participantes, que pediu para não ser identificado.
OPIAJBAM se posiciona
Diante de rumores de que o bloqueio teria envolvimento de lideranças indígenas, a Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre – Amazonas (OPIAJBAM) divulgou nota oficial para esclarecer que não tem qualquer participação na manifestação.
Transtornos e negociações
O bloqueio causou filas de veículos nos dois sentidos da rodovia, interrompendo o fluxo de transporte de cargas e de passageiros. Motoristas relataram dificuldades em seguir viagem, mas a maioria compreendeu as reivindicações.
A Polícia Rodoviária Federal acompanha a situação e tenta mediar o diálogo entre manifestantes e autoridades para garantir o desbloqueio pacífico da via.
Expectativa dos moradores
Os trabalhadores rurais afirmam que o protesto seguirá até que recebam garantias de segurança e até que os ramais interditados sejam liberados. Eles pedem ainda a presença de representantes do governo estadual e federal para negociar soluções duradouras.
“Não estamos aqui para violência, mas para sermos ouvidos. Queremos paz e respeito”, declarou Vicente Paulo Daniel, presidente da comissão.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>