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sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Empresas denunciam irregularidades em licitação de combustíveis da Prefeitura de Boca do Acre

Pregão eletrônico, realizado com atrasos e impugnações contestadas, levanta suspeitas de favorecimento ao Auto Posto Ozival

O processo licitatório realizado pela Prefeitura de Boca do Acre, na última quarta-feira (17), para contratação de fornecimento de combustíveis, terminou em polemica e denúncias de favorecimento. O pregão eletrônico, marcado inicialmente para às 9h30, foi adiado sem aviso prévio e só teve início após o meio-dia. A mudança de horário, segundo empresas participantes, foi o primeiro sinal de irregularidade.

Quatro empresas disputaram o certame: três de Boca do Acre e uma de Rio Branco. No entanto, todas tiveram suas participações canceladas sob a justificativa de inconsistências na documentação. Carvalho e Comércio de Combustíveis, que havia ofertado o lance mínimo e foi declarada vencedora em um primeiro momento, acabou sendo impugnada. O representante da empresa contesta a decisão e afirma que todas as certidões estavam regulares.

“Vamos entrar com ação para anular o pregão, tanto na Comissão Permanente de Licitação quanto no Ministério Público do Amazonas. Não houve transparência. Nós cumprimos todos os requisitos e, mesmo assim, fomos desclassificados sem justificativa plausível”, declarou o porta-voz da Carvalho.

Apesar de não ter apresentado lances durante a disputa, a empresa que acabou vencedora foi o Auto Posto Ozival, que já vinha fornecendo combustível para a Prefeitura por meio de contratos emergenciais. Documentos obtidos pelo Jornal Opinião revelam que, em todas as manifestações de impugnação apresentadas pelas demais concorrentes, o pregoeiro rejeitou os pedidos, mas aceitou e validou as intenções do Auto Posto Ozival.

Outro ponto levantado pelas empresas participantes é o histórico de vínculos do posto vencedor com a atual gestão municipal. O Auto Posto Ozival foi responsável pelo fornecimento de combustíveis para a campanha eleitoral do prefeito eleito, e agora volta a figurar como contratado no certame oficial. Há ainda relatos de possíveis irregularidades em processos semelhantes envolvendo a compra de gás de cozinha para a administração pública.