
O estudante universitário Tyler Robinson, 22, foi preso nesta sexta-feira (12) em Utah (EUA) sob suspeita de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, 31, durante um evento realizado na Utah Valley University na última quarta-feira (10).
Segundo o FBI e autoridades locais, Robinson foi identificado após confessar o crime a familiares. O próprio pai do suspeito o teria convencido a se entregar. “Uma pessoa muito próxima disse ‘é ele’, procurou o pai e um delegado”, afirmou o presidente Donald Trump, em entrevista à Fox News.
Kirk, aliado de Trump e fundador da organização Turning Point USA, discursava em defesa do porte de armas quando foi atingido por um disparo no pescoço. O momento foi registrado em vídeo. O ativista chegou a levar a mão ao ferimento antes de cair.
Provas e acusações
Investigadores encontraram um rifle bolt-action calibre .30 envolto em toalha, além de munições com inscrições como “Hey, fascist!” e “Bella ciao”. No telhado de onde o disparo teria sido feito, havia marcas de sapato, antebraço e palma da mão.
Robinson, que cursava a Utah State University e tinha bom desempenho acadêmico, não possuía histórico de militância partidária. Familiares, porém, relataram que ele se tornou “mais político” nos últimos anos e chegou a comentar que não gostava de Kirk.
O estudante será acusado de homicídio qualificado, disparo criminoso de arma de fogo causando lesões graves e obstrução de justiça.
Repercussão política
O caso gerou forte comoção nacional. Trump classificou o episódio como “um momento sombrio para a América” e disse esperar que Robinson receba pena de morte. O governador de Utah, Spencer Cox, elogiou a família do acusado por colaborar com as autoridades e entregar o jovem.
O assassinato de Kirk intensificou o debate sobre violência política e segurança em campi universitários. O ativista deixa esposa e dois filhos.


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