Uma mulher que tentava se passar por diferentes autoridades do sistema de Justiça acabou presa em Mossoró, no Rio Grande do Norte, na última quarta-feira (20), e o caso viralizou nas redes sociais pelo seu “extenso currículo”.
Usando documentos falsos, ela se apresentava como promotora, desembargadora, juíza militar, advogada e até mesmo como chefe da Interpol.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Povo, a mulher foi identificada como Célia Soares de Brito. Além das falsas funções no sistema judiciário, ela chegou a se intitular “guardiã da democracia mundial”.
Falsa ‘chefe da Interpol’ tinha carteira da OAB falsificada
De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a flsa “chefe da Interpol” viajava em um carro de aplicativo junto com a mãe e a filha. Durante a viagem, informou ao motorista que assumiria um cargo na prefeitura de Mossoró, mas caiu em contradição ao apresentar versões divergentes sobre sua identidade.
Outro ponto que chamou a atenção foi a quantidade de bagagens transportadas, o que levou o condutor a acionar a PRF no posto da BR-304, saída para Fortaleza.
Na abordagem, foram localizados documentos com sinais claros de falsificação, como uma carteira da OAB sem chip, com dados incorretos, e até um certificado de posse em cargo público. A inscrição da OAB utilizada por Célia correspondia a um advogado regularmente inscrito no Paraná.
Polícia investiga histórico da suspeita que dizia ser ‘chefe da Interpol’
Após ser detida, Célia foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Mossoró (RN), onde os documentos apreendidos passaram por perícia, confirmando a fraude. O celular da suspeita foi apreendido, enquanto a mãe e a filha foram liberadas após prestarem depoimento.
Na audiência de custódia, realizada no dia seguinte, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos.
Além disso, foram determinadas medidas cautelares, como a obrigatoriedade de comparecimento a todos os atos processuais, a proibição de mudar de endereço sem autorização judicial e a necessidade de comunicar ausências superiores a oito dias da residência em São Paulo.
A falsa “chefe da Interpol” foi presa em flagrante pelo crime de uso de documento falso e agora responde ao processo em liberdade. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte segue com as investigações para apurar se Célia já havia utilizado as credenciais falsificadas em outras situações antes da prisão em Mossoró.
Fonte: NDMais



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