
Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac) e de instituições de São Paulo encontraram, durante escavações às margens do Rio Acre, em Assis Brasil, um fóssil da espécie Stupendemys geographicus, considerada a maior tartaruga de água doce já registrada.
g1 – O achado, divulgado nesta terça-feira (24), ocorreu na região conhecida como Boca dos Patos, dentro da Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, na divisa com o Peru. Segundo os especialistas, o animal viveu há cerca de 13 milhões de anos, durante o período geológico conhecido como Mioceno, que se estendeu de aproximadamente 23 milhões a 5,3 milhões de anos atrás.
A equipe de campo faz parte da iniciativa Amazônia Mais 10, que desde o dia 17 de junho está na área realizando escavações paleontológicas. O fóssil já foi retirado do solo e levado para um acampamento montado na região. A expectativa dos pesquisadores é transportá-lo em breve para o campus da Ufac, em **Rio Branco**, onde passará por análises detalhadas.
De acordo com os cientistas, a espécie habitou a região que hoje corresponde ao norte da América do Sul, incluindo áreas da atual Amazônia, entre 13 e 7 milhões de anos atrás. Fósseis da Stupendemys geographicus também já foram encontrados na Venezuela e na Colômbia, reforçando a importância paleontológica da Amazônia.
A pesquisa no Acre é acompanhada por lideranças indígenas da região. A equipe reforçou que todas as etapas de escavação seguem protocolos ambientais e de consentimento da comunidade local.


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