O município de Boca do Acre e outros que compõem a lista daqueles que estão no chamado arco do fogo, está na mira do Ministério Público do Amazonas, que está encampando uma ofensiva para combater o desmatamento e os incêndios florestais no estado.
A iniciativa recebeu o nome de “Ação Coordenada – Combate ao Desmatamento e Incêndios Florestais no Estado do Amazonas”.
O projeto institucional, estabelecido pelo Ato nº 001/2025/PGJ/CGMP, terá vigência entre 2025 e 2026, com possibilidade de prorrogação. A ação envolverá todas as Promotorias de Justiça da capital e do interior com atuação ambiental e é assinada pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, e pela corregedora-geral do MP, Silvana Nobre Cabral.
Segundo a procuradora-geral, o objetivo é ampliar e fortalecer a atuação ministerial em resposta ao agravamento dos problemas ambientais, especialmente durante o período de estiagem. “O Amazonas enfrenta elevados índices de queimadas e incêndios florestais, com sérios impactos sobre a biodiversidade, a saúde pública, o clima e a qualidade de vida da população. Por isso, é essencial fortalecer a atuação ministerial de forma articulada, eficiente e territorializada”, afirmou Leda Mara.
O foco da atuação será em áreas de maior vulnerabilidade ambiental, com destaque para os municípios do chamado “Arco do Fogo” — Apuí, Lábrea, Canutama, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Manicoré e Humaitá — além da Região Metropolitana de Manaus, onde os riscos aumentam a cada ano com o avanço do desmatamento e das queimadas ilegais.



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