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domingo, 5 de julho de 2026
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Abandonados há anos, moradores do Maria Leopoldina pedem socorro a Frank Barros

Vídeo enviado por moradora revela cenário de abandono e ruas quase intransitáveis

Um vídeo gravado por uma moradora do bairro Maria Leopoldina, em Boca do Acre, revela as condições quase inóspitas enfrentadas por quem vive na região. As imagens mostram ruas tomadas por buracos profundos, lama por todos os lados e uma infraestrutura completamente abandonada. O cenário, que parece mais uma trilha de aventura do que uma via urbana, retrata o drama diário de dezenas de famílias.

O bairro, que surgiu de um loteamento há mais de 20 anos, nunca recebeu a devida atenção por parte do poder público. Desde sua fundação, sofre com serviços precários como abastecimento de água, iluminação pública e, principalmente, a falta de pavimentação nas vias. As ruas, todas de terra, se tornaram verdadeiros obstáculos à locomoção. Com as últimas chuvas, o barro se espalhou, os buracos se aprofundaram e a coleta de lixo fica comprometida.

“É um desafio sair de casa. Aqui, até táxi não quer mais entrar, além do caminhão do lixo, que não consegue mais passar pela maioria das ruas. A gente se sente esquecido”, desabafa a autora do vídeo, que preferiu não se identificar.

Moradores relatam que a última vez em que houve algum tipo de manutenção nas ruas foi há mais de dois anos. De lá para cá, o problema só se agravou. “Parece que o bairro foi apagado do mapa”, comenta outro morador, apontando para um trecho da rua onde a lama cobre quase toda a largura da via.

Além das dificuldades de mobilidade, os residentes enfrentam insegurança histórica. O Maria Leopoldina já foi apontado como reduto de atuação de facções criminosas, o que agravou por muito tempo a vulnerabilidade social da área. Hoje, mesmo com avanços no combate à violência, os moradores ainda carregam o estigma e convivem com o abandono estrutural.

A população pede socorro à atual administração municipal, liderada por Frank Barros, para que ao menos um serviço básico de manutenção seja realizado nas ruas. “A gente não pede asfalto agora, a gente só quer pelo menos um barro, um patrolamento que nos ajude a viver com dignidade. Porque hoje, nem isso temos”, conclui um morador.