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quinta-feira, 18 de junho de 2026
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PM resgata homem que seria executado por facção criminosa em cativeiro na zona rural de Rio Branco

Policiais militares do 2º Batalhão da PM do Acre resgataram na noite de sábado (4) um homem que estava sendo mantido em cárcere privado e prestes a ser executado por integrantes do Comando Vermelho (CV), em uma residência no ramal Benfica, zona rural de Rio Branco.

A operação teve início após denúncias de moradores que ouviram gritos de socorro vindos do imóvel. Segundo a PM, ao chegar ao local, os agentes ouviram frases como “Não fui eu, eu não roubei nada, pelo amor de Deus”, o que confirmou a suspeita de que havia uma vítima em risco iminente.

Durante a abordagem, os policiais cercaram a casa e pediram que o proprietário, Nathan Feitosa Machado, 26, abrisse a porta. Ele demonstrou nervosismo. Um dos suspeitos, Pitter Santos de Souza, 37, conhecido como “Nego Pitter” ou “Dubai” — apontado como principal liderança do CV no Acre — foi flagrado com uma pistola e tentou se livrar da arma jogando-a na pia.

Segundo a PM, os demais ocupantes da casa desobedeceram às ordens de rendição, sendo necessário o uso de força para contê-los. No local, foram apreendidas duas pistolas: uma Glock G17 calibre 9mm e uma Taurus calibre .380, ambas municiadas.

A vítima, Wellison Júlio da Silva, 28, havia sido sequestrada no início da tarde e torturada para confessar um suposto roubo. De acordo com Nathan, homens encapuzados teriam invadido sua casa na noite anterior, amarrado sua esposa, ameaçado seus filhos e levado dinheiro, joias e uma arma. Ele afirmou acreditar que Wellison fazia parte do grupo criminoso.

Além de Nathan e Pitter, foram detidos Marcos Soares Castro, 37, John Max da Silva Barros, 29, e Joel da Silva Nepomuceno de Almeida, 24. Todos, segundo a PM, têm ligação com o Comando Vermelho e atuam em diferentes áreas da capital.

A família da vítima chegou a procurar a polícia após o desaparecimento de Wellison, o que contribuiu para a rápida ação das autoridades.

Os seis envolvidos foram encaminhados à Delegacia Central de Flagrantes (DEFLA) e devem responder por sequestro, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil investigará o caso.