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domingo, 5 de julho de 2026
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Moradores do Morro da Macaca constroem pontes de madeira e cobram ação do poder público

Cansados do abandono, populares relatam alagamentos, ataques de cobras e até morte de criança; água represada obriga saídas com canoa ou a pé

O drama dos moradores do Morro da Macaca, comunidade vizinha ao Conjunto Antonio Jorge, no bairro Praia do Gado, ganhou um novo capítulo marcado pela coragem e pela indignação. Diante da omissão do poder público, eles decidiram arregaçar as mangas e construir, com as próprias mãos, pequenas pontes de madeira sobre as ruas alagadas, buscando garantir a locomoção em meio ao lamaçal e à água estagnada.

As passagens improvisadas são um grito de socorro e resistência. Os relatos enviados ao Jornal Opinião mostram que os transtornos vão muito além do desconforto.

Segundo os moradores, a situação se agravou depois que um residente do Conjunto Antonio Jorge fechou uma vala que servia para escoar a água da chuva. Com a drenagem interrompida, a água passou a se acumular nas áreas mais baixas, transformando ruas em verdadeiros lagos. “Tem dia que só dá pra sair com canoa, ou pisando na água. É perigoso demais”, conta uma moradora.

O perigo é real. Cobras já atacaram pessoas da comunidade e, em anos anteriores, uma tragédia marcou a memória dos moradores: uma criança caiu em uma dessas poças e morreu afogada.

As famílias apelam para que a Prefeitura e os órgãos competentes assumam sua responsabilidade e façam a manutenção das vias. “Não queremos luxo, só o básico. Só queremos segurança para nossas crianças e condições dignas de andar pelas ruas”, reforça outro morador.

Enquanto a resposta oficial não vem, a população do Morro da Macaca segue fazendo da madeira e do esforço coletivo um símbolo de resistência. Mas o risco persiste, e a paciência está por um fio.

O Jornal Opinião continuará acompanhando o caso e cobrando providências.