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sábado, 4 de julho de 2026
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Morte de Papa Francisco provoca comoção global e homenagens no Brasil

A morte do papa Francisco, aos 88 anos, anunciada pelo Vaticano na manhã desta segunda-feira (21), provocou manifestações de pesar de líderes mundiais, instituições religiosas e autoridades brasileiras.

Figura central da Igreja Católica nas últimas décadas, o pontífice foi lembrado por chefes de Estado e representantes da sociedade civil como defensor da paz, da dignidade humana e dos marginalizados.

O governo brasileiro decretou luto oficial de sete dias. Em nota publicada nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o papa representava “uma voz de respeito e acolhimento ao próximo”, além de ter vivido os “valores do amor, da solidariedade e da tolerância cristã”.

Prefeituras e arquidioceses em cidades de Santa Catarina também prestaram homenagens. Criciúma decretou luto de três dias e Joinville organizou uma programação especial: os sinos das igrejas da cidade começaram a tocar ao meio-dia e continuarão soando de hora em hora até a noite, quando será celebrada missa em memória do papa. Florianópolis também decretou luto de três dias.

Em São Paulo, a Arquidiocese anunciou que o arcebispo, cardeal Odilo Pedro Scherer, celebrará missa na Catedral da Sé às 12h desta segunda. Antes da cerimônia, ele dará entrevista coletiva à imprensa.

Repercussão internacional

A morte do papa foi comunicada pelo camerlengo Kevin Farrell. Segundo o protocolo do Vaticano, ele assume interinamente a administração da Santa Sé até a escolha do novo pontífice.

Líderes de diversos países lamentaram a morte. O primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, classificou Francisco como “um homem do povo em todos os sentidos”. Já a presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter, disse que ele foi “um grande líder espiritual e um incansável defensor da paz”.

Nos Estados Unidos, o ex-presidente Joe Biden afirmou que Francisco “será lembrado como um dos líderes mais importantes do nosso tempo”. Donald Trump também prestou homenagem: “Descanse em paz, Papa Francisco. Que Deus o abençoe e a todos que o amavam.”

O rei Charles III, do Reino Unido, destacou a dedicação do papa às causas humanitárias. A bandeira britânica será hasteada a meio mastro nas residências reais, e a tradicional troca da guarda foi acompanhada por música fúnebre em sinal de luto.

Na Irlanda, o presidente Michael D. Higgins citou a “humildade” do papa e seu compromisso com os marginalizados. O premiê Micheál Martin afirmou que Francisco “ocupava um lugar especial no coração do povo irlandês”.

Cerimônia fúnebre

De acordo com o Vaticano, o funeral ocorrerá seis dias após a morte do papa e será conduzido pelo decano do Colégio dos Cardeais. Após o rito e os novemdiales — nove dias de orações —, será convocado o conclave para eleição do novo líder da Igreja.

Francisco escolheu ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, quebrando a tradição recente de sepultamentos na cripta da Basílica de São Pedro. A última vez que um papa foi enterrado nesse local foi em 1903.