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domingo, 5 de julho de 2026
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Condutores pedem socorro por causa das péssimas condições da Estrada do Piquiá

Trecho crítico da Estrada do Piquiá vira pesadelo para motoristas e trabalhadores; buracos, lama e falta de solução efetiva geram revolta

O clamor da população de Boca do Acre por vias trafegáveis segue sem resposta efetiva. O cenário de abandono das ruas, que já era uma marca do governo Zeca Cruz, persiste na gestão de Frank Barros. Apesar de alguns reparos pontuais, feitos com barro, a situação continua alarmante, especialmente na Estrada do Piquiá, onde um trecho de quase um quilômetro tem se tornado um verdadeiro teste de resistência para motoristas, ciclistas e motociclistas.

Infernal
A Estrada do Piquiá é uma das principais vias de Boca do Acre, essencial para o deslocamento da população. No entanto, seu atual estado é caótico. Os buracos tomam conta do asfalto, obrigando condutores a manobras arriscadas para evitá-los. E quando chove, a situação piora drasticamente: a estrada se transforma em um verdadeiro lamaçal.

Motociclistas e ciclistas são os mais prejudicados. Muitos relatam quedas frequentes, roupas encharcadas de lama e risco constante de acidentes mais graves. “Toda vez que chove, a gente já sai de casa preparado para o pior. É impossível passar sem se sujar ou sem quase cair. Quem trabalha de moto sofre ainda mais, porque se não for com muito cuidado, acaba no chão”, reclama um morador da região.

Os motoristas reconhecem que o período chuvoso dificulta obras definitivas, mas pedem medidas emergenciais para reduzir os transtornos. A prefeitura realizou intervenções, mas com materiais que não suportam a intensidade do tráfego e das chuvas. A aplicação de barro como paliativo tem sido alvo de críticas, pois, em vez de melhorar, torna a estrada ainda mais perigosa.

Enquanto o período seco não chega para viabilizar um asfaltamento adequado, a população cobra que medidas urgentes sejam adotadas para amenizar os impactos. “Sei que a chuva atrapalha, mas é preciso ter uma solução emergencial que realmente ajude. A gente quer trabalhar sem precisar chegar todo sujo ou correr risco de acidente”, desabafa uma doméstica que precisa trafegar seis dias por semana pela estrada, para conseguir chegar ao trabalho.

Frank Barros assumiu a prefeitura com a promessa de melhorar a infraestrutura da cidade, mas, até agora, a realidade das ruas pouco mudou. A população segue pedindo socorro e cobrando que algo seja feito de imediato para amenizar o caos, enquanto espera que, na estiagem, a prefeitura cumpra o compromisso de asfaltar de vez a Estrada do Piquiá. Até lá, cada dia de chuva continua sendo um desafio para quem precisa enfrentar esse trajeto perigoso e desgastante.