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domingo, 5 de julho de 2026
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Síndrome de Ménière: diagnóstico de Padre Fábio de Melo chama atenção para doença rara

O padre Fábio de Melo revelou ser portador da síndrome de Ménière, doença rara que afeta o ouvido interno e provoca episódios recorrentes de vertigem, zumbido e perda auditiva. O diagnóstico foi feito em 2022, durante uma viagem à Turquia, e chamou a atenção de médicos para a gravidade da enfermidade, que não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento.

Segundo a médica Clarisse Bezerra, a síndrome ocorre em razão do acúmulo anormal de líquidos no labirinto, estrutura localizada no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio e pela audição. A condição, que atinge principalmente pessoas entre 20 e 50 anos, também pode se manifestar em outras faixas etárias e costuma comprometer apenas um dos ouvidos.

Na época do diagnóstico, o sacerdote relatou ter enfrentado inchaços no rosto, o que gerou especulações nas redes sociais. Em entrevista à apresentadora Sônia Abrão, Fábio de Melo abordou os desafios e preconceitos que enfrentou após a repercussão dos sintomas.

### Tratamento sem cirurgia na maioria dos casos

O clínico geral Vidal Fernandes Araújo afirma que a maioria dos pacientes consegue controlar a síndrome sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos. “Mudanças no estilo de vida e medicamentos costumam ser suficientes, mas, em situações graves, pode ser indicada a injeção de remédios diretamente no ouvido ou até cirurgias mais invasivas, como a labirintectomia”, diz.

Entre as principais recomendações para o controle da síndrome estão o uso de diuréticos para reduzir o acúmulo de líquidos, uma dieta com baixo teor de sal e a redução do estresse. Em crises agudas, medicamentos como anti-histamínicos e benzodiazepínicos são prescritos para aliviar sintomas como vertigem e náuseas.

No caso de Fábio de Melo, o tratamento envolve o uso contínuo de medicamentos e mudanças de hábitos. “É um processo que exige comprometimento do paciente e acompanhamento regular para ajustar a terapia conforme a evolução do quadro”, completa Araújo.

Embora a síndrome de Ménière não tenha cura, médicos ressaltam que, com o tratamento adequado, é possível minimizar os impactos da doença e garantir qualidade de vida aos pacientes.