Vídeos que circulam nas redes sociais desde a tarde deste domingo (9) mostram uma capivara nadando na área de captação da Estação de Tratamento de Água (ETA 2), em Rio Branco. O primeiro registro do animal no local data de 2 de março. Em um segundo vídeo, funcionários do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) aparecem removendo pedaços de couro e carne do motor da estação, o que sugere que o animal possa ter sido atingido pelo equipamento.
A presença de animais na captação de uma estação de tratamento de água representa um risco potencial de contaminação e pode comprometer o sistema de abastecimento. Especialistas apontam que, diante de situações como essa, é necessário um protocolo rigoroso para garantir a segurança da água distribuída à população.
Medidas recomendadas
Em casos de invasão de fauna na captação de água, especialistas recomendam a identificação do ponto exato de entrada do animal e, se necessário, a interrupção temporária da captação para evitar a propagação de contaminantes. A remoção deve ser feita de forma segura, com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), e, em casos mais complexos, com a atuação de profissionais especializados, como equipes de zoonoses ou ambientalistas.
Após a remoção, análises laboratoriais devem ser realizadas para verificar a presença de bactérias e parasitas, além de um possível reforço na dosagem de produtos químicos, como o cloro, para garantir a potabilidade da água. Além disso, a instalação de barreiras físicas, como grades e telas finas, pode prevenir novas ocorrências.
O Saerb ainda não se manifestou sobre possíveis impactos no abastecimento da cidade ou sobre medidas preventivas para evitar novos incidentes na ETA 2. A reportagem segue acompanhando o caso.


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