Angélica Apurinã e Sebastião, agricultores da comunidade indígena Novo Aripuanã, deixam três filhas órfãs após colisão fatal com um carro em frente ao frigorífico Frigo Raça
Na tarde deste sábado, 15 de fevereiro, uma tragédia marcou profundamente a vida da comunidade Apurinã de Boca do Acre. O casal Angélica Apurinã e Sebastião, agricultores da comunidade indígena Novo Aripuanã, no rio Acre, perdeu a vida em um acidente de trânsito em frente ao frigorífico Frigo Raça, próximo ao pórtico de entrada da cidade. Ambos trafegavam de moto quando foram atingidos de frente por um carro, cujo condutor ainda não foi identificado.
A situação se torna ainda mais comovente pela coincidência de que o acidente ocorreu no exato dia em que a filha mais nova do casal completava 12 anos. Segundo relatos de Raylane Souza, prima de Angélica, a dor da perda se agrava pela mensagem que Angélica deixou para a filha caçula, nas redes sociais, pouco antes do trágico acontecimento, parabenizando-a pelo aniversário.
O casal deixa três filhas órfãs: uma de 20 anos, outra de 18 e a caçula de 12 anos, que, em meio à perda irreparável, se vê privada do apoio de seus pais no momento mais especial de sua vida. Raylane Souza também revelou que a comunidade Apurinã, que habita na reserva indígena na BR-317, está em luto e solidariza-se com a dor da família.
Ainda não se sabe as causas do acidente, nem as circunstâncias exatas da colisão. A identidade do condutor do veículo também permanece desconhecida, e as investigações sobre o caso seguem em andamento.
A perda de Angélica e Sebastião representa uma tragédia não só para sua família, mas para toda a comunidade indígena Apurinã, que lamenta a partida de dois de seus membros mais queridos.



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