
O Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Cultural do Acre publicou nesta sexta-feira, 31, a Resolução nº 01/2025, que estabelece a abertura de processos de tombamento para diversos bens materiais de interesse histórico, social, cultural e arquitetônico no estado. A medida visa garantir a preservação de marcos importantes da identidade acreana, assegurando proteção legal a locais e edificações reconhecidos por seu valor patrimonial.
A resolução destaca a necessidade de estudos aprofundados para identificar e caracterizar os elementos históricos e arquitetônicos que justificam o tombamento. Os bens listados serão inscritos no Livro de Tombo do Patrimônio Histórico e Cultural do Acre e passarão a ser monitorados pelo poder público, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour.
Entre os imóveis e espaços públicos contemplados estão construções emblemáticas da capital, Rio Branco. O Casarão, localizado na Avenida Brasil, a Ponte Metálica Juscelino Kubitschek, o Palácio do Bispo, na Praça da Catedral, e o Prédio da Maternidade Bárbara Heliodora estão entre os bens que poderão ser tombados. Também foram incluídos o Colégio Estadual Barão do Rio Branco, o Novo Mercado Velho e seu conjunto arquitetônico, a Árvore da Gameleira e o Calçadão da Gameleira.
A iniciativa busca preservar a memória e a história do estado, protegendo locais que representam parte significativa da cultura acreana. O tombamento impede que esses bens sejam descaracterizados ou destruídos, garantindo que futuras gerações possam conhecer e valorizar a herança cultural do Acre.
A Fundação de Cultura Elias Mansour será responsável pelo acompanhamento e fiscalização dos processos de tombamento, assegurando que as diretrizes de preservação sejam cumpridas. A expectativa é que, com a medida, o patrimônio histórico e cultural do estado ganhe maior visibilidade e proteção, reforçando a identidade acreana.


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