A taxa de mortalidade por crimes violentos no Acre caiu de 22,1 para 19,4 a cada 100 mil habitantes em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Apesar da redução, o índice estadual segue acima da média nacional, que foi de 17,9 mortes por 100 mil habitantes no mesmo período.
O Acre, com população estimada em pouco mais de 730 mil habitantes pelo IBGE, acompanha a tendência nacional de queda nos assassinatos intencionais, como homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Em 2024, o Brasil registrou 38.075 desses crimes, uma redução de 6% em relação aos 40.768 casos de 2023.
Contexto nacional
Desde 2020, o número de assassinatos no Brasil caiu consecutivamente, com uma redução acumulada de 16% ao longo de quatro anos. Em 2020, foram registrados 45.522 casos. Especialistas atribuem essa queda à consolidação de conflitos entre facções criminosas e ao fortalecimento de políticas públicas de segurança.
Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destacou o impacto das mudanças na dinâmica do crime e o investimento em policiamento ostensivo. “A série histórica é relevante. A reconfiguração do crime, que passou a priorizar o ganho financeiro, e as ações do poder público explicam a redução nos números. É importante valorizar essas políticas”, afirmou.
Outras estatísticas de segurança
Embora os assassinatos tenham caído, os dados não incluem mortes decorrentes de intervenção policial, que são contabilizadas separadamente. Em 2024, as forças de segurança do país foram responsáveis por 6.028 mortes, uma redução de 6% em relação às 6.399 registradas em 2023.
Já o número de policiais mortos permaneceu praticamente estável, com 192 agentes vitimados em 2024, contra 191 no ano anterior. O pico de vitimização policial foi registrado em 2017, com 396 mortes.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>