Lançada em 2020 como estratégia eleitoral do então prefeito Zeca Cruz, a obra do estádio ficou na pedra fundamental, simbolizando o abandono de outras promessas como a reforma do mercado e a rodoviária.
No Platô do Piquiá, em Boca do Acre, um terreno tomado pelo mato é o único vestígio de uma das grandes promessas de campanha do ex-prefeito Zeca Cruz. Em 2020, nos últimos meses de seu primeiro mandato e em plena corrida pela reeleição, Cruz lançou a pedra fundamental de um estádio de futebol que, segundo ele, seria concluído em um ano. Quatro anos depois, a realidade é um símbolo da desilusão: existe só placa com informações e valores da obra, que por sinal se tornou parte do cercado de um terreno de uma propriedade particular.
Na época, o anúncio gerou esperança entre moradores e esportistas da região, que sonhavam com um espaço adequado para treinos e competições. Contudo, passadas as eleições, a realidade foi outra. A obra sequer foi iniciada, e o terreno, que deveria estar em pleno movimento de máquinas e operários, foi engolido pelo matagal.
O estádio e as outras promessas esquecidas
O estádio não foi a única promessa que ficou pelo caminho. Durante a mesma campanha, Zeca Cruz também garantiu a construção de uma rodoviária que solucionaria os problemas de transporte e logística do município. Assim como o estádio, essa obra também não avançou além das palavras.
O legado político também foi afetado. Embora Zeca Cruz tenha conseguido a reeleição em 2020, sua gestão é lembrada por uma série de promessas não cumpridas, que alimentaram críticas e cobranças ao longo dos anos seguintes.



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