Agamenon Menezes afirma que, há 20 anos, houve um plano para esquartejar servidor da Funai
Agamenon da Silva Menezes, radicado em Novo Progresso desde os anos 1980, é conhecido como a principal voz do agronegócio em uma região marcada por graves conflitos socioambientais. Essa área tem sido cenário de exploração ilegal da Floresta Nacional do Jamanxim por agropecuaristas, emboscadas e tiroteios envolvendo forças de segurança e agências de fiscalização ambiental, como o Ibama.
Em uma entrevista à Agência Pública, Menezes, que foi presidente do sindicato rural de Novo Progresso por 27 anos e atualmente é diretor da entidade, expressou seu desprezo pelo trabalho de ONGs ambientalistas na região, como o Greenpeace.
“Eu nunca aceitei ONG aqui. Aqui não tem nenhuma ONG. Ela pode entrar aqui, mas não sai. O Greenpeace quer morrer, mas não quer me ver”, afirmou Menezes. Ele relatou um incidente em que perseguiu um ativista do Greenpeace, que teria fugido para Guarantã do Norte.
“Nós somos odiados naquela região. A treta do Agamenon conosco é antiga. Não conseguimos trabalhar em Novo Progresso e Castelo dos Sonhos. Tivemos problemas sérios de 2005 a 2013. Em 2013, ficamos presos numa barreira de madeireiros em Trairão. Sempre tivemos problemas na região e sempre fomos odiados. Já teve de tudo, até perseguição na rodovia”, confirmou um ativista do Greenpeace.
Menezes, de 73 anos, afirmou ser portador de Parkinson há cerca de 15 anos. Apesar dos sintomas neuromotores, como tremores nas mãos e problemas de dicção, seu raciocínio permanece intacto. Nascido em Campo Grande (MS) em 1951, Menezes formou-se em engenharia agronômica em Novo Hamburgo (RS) e foi convidado a trabalhar em Roraima. Devido às condições ruins da estrada, acabou parando em Porto Velho (RO), onde trabalhou como secretário de Agricultura.


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