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Acre discute melhorias para migrantes e refugiados com Agência da ONU

O governo do Acre, através da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou uma programação especial na região do Alto Acre, com encerramento em Rio Branco, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados. O objetivo foi revisar o Acordo de Parceria com a Cáritas Brasileira no Acre e realizar reuniões estratégicas com autoridades locais.

A programação incluiu encontros com a Polícia Federal em Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil, coleta de dados de proteção na fronteira e visitas às casas de passagem nos municípios.

Lucas Guimarães, chefe das divisões de Apoio a Migrantes e Refugiados e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, destacou a importância das parcerias e da integração com outras secretarias para construir uma rede de apoio para migrantes, oferecendo cursos de empreendedorismo e oportunidades de trabalho. “Queremos promover um estado culturalmente diverso e fortalecer a inclusão na sociedade”, afirmou.

Na quarta-feira, a Agência da ONU e a Cáritas Brasileira realizaram um Workshop de Proteção de Pessoas Refugiadas em Contexto de Fronteiras em Epitaciolândia. O evento abordou boas práticas de atendimento e acolhimento de migrantes e refugiados, além de atividades para desenhar fluxos de atendimento para mulheres vítimas de violência e crianças desacompanhadas.

Nair Mamed, chefe da Divisão de Política de Alta Complexidade, explicou que o setor se concentra em atender questões de assistência e encaminhamentos para a rede socioassistencial, especialmente em municípios de pequeno porte. “Mesmo com o cofinanciamento federal limitando nossa atuação direta em Epitaciolândia, todas as orientações sobre acolhimento e atendimento aos migrantes passam pela nossa diretoria”, disse Mamed.

O encontro também incluiu treinamentos com parceiros para fortalecer a rede de proteção local, monitoramento de proteção, rodas de conversa e entrevistas individuais. O objetivo é melhorar a coleta de dados na capital e nas áreas de fronteira e compartilhar ferramentas práticas para o contexto do Acre.

Em reunião com a Agência da ONU e a Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), a SEASDH apresentou o Sistema de Cadastro do Imigrante (SCI) e discutiu políticas públicas para migrantes e refugiados que desejem se estabelecer no Acre. Amanda Vasconcelos, gestora em exercício da SEASDH, enfatizou que o sistema abrange dados de saúde, socioeconômicos e de direitos humanos, permitindo acompanhar as informações dos imigrantes desde a entrada no país.

“O sistema que apresentamos qualifica os migrantes e nos ajuda a propor parcerias com outras secretarias para facilitar sua inserção no mercado de trabalho e contribuir com a força de trabalho local”, concluiu Vasconcelos.

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