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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Difusora Acreana: Mais de sete décadas informando a população com respeito

Difusora Acreana: Mais de sete décadas informando a população com respeito

A Rádio Difusora Acreana completa 74 anos de existência levando informação de qualidade a todas as regiões do Acre. Vinculada à administração pública, a coordenação da Rádio vem organizando uma série de atividades com os servidores da casa para comemorar mais de sete décadas de programação nas ondas da frequência 1.400 AM, que chegam aos lugares mais longínquos do Acre.

Na sexta-feira, 24, foi ofertado aos servidores e seus familiares, aferição de pressão arterial, vacinas e testes rápidos de glicemia, além de atendimento médico e o ônibus do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Acre (Hemoacre) esteve presente para coleta de doação de bolsas de sangue.

Neste sábado, 25, foi a vez do hasteamento das bandeiras nacional, acreana e de Rio Branco, com a presença da banda de música da Polícia Militar. Durante a festividade, será feita uma homenagem, em memória ao jornalista Ilson Nascimento, que tinha mais de quatro décadas de trabalho na Difusora Acreana e faleceu no fim do ano passado.

“Também conhecida como Voz das Selvas, a Difusora é um legado da comunicação do estado, com passagem de grandes nomes do jornalismo, a rádio é uma grande escola de como desenvolver um jornalismo ético e comprometido com a informação, tenho orgulho em fazer parte da história da Rádio, pois aqui encontro gente que trabalha com amor e dedicação, com respeito ao cidadão acreano, e essa é a maior lição que a rádio nos passa”, destacou a gestora de Comunicação Andréa Zílio.

Para o coordenador de Jornalismo da Difusora M. Jota, a Rádio é um patrimônio da sociedade acreana que não deve ser esquecido, pois faz um papel muito importante de dialogar com a população, com o poder público e com as instituições de uma maneira muito cordial, com muita seriedade e responsabilidade.

“Sou grato a todos os servidores pela dedicação e empenho, pois só conseguimos passar por vários momentos da história do Acre sem fechar as portas e ser sucesso de audiência, graças ao esforço de cada um. Esse é um aniversário para ser comemorado com todos que fazem a Rádio Difusora Acreana”, declarou M. Jota.

Ilson Nascimento, O “Maninha”

O “Maninha”, como era popularmente chamado pelos colegas de trabalho e amigos, era uma figura querida. Faleceu em 2017, aos 68 anos de idade, após ter lutado o quanto pôde contra sérios problemas renais crônicos e cardiorrespiratórios.

Ele começou sua carreira no Jornal O Rio Branco, sendo uma dos principais colaboradores do também falecido José Chalub Leite. Na Rádio Difusora Acreana, dedicou-se sempre a levar a mensagem ao povo, principalmente do interior que era privado de telefone e outros meio de comunicação.

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A voz das Selvas

Fundada em 1944, a Rádio Difusora Acreana é considerada patrimônio histórico e cultural do Acre. Por ser AM, sua programação não só chega aos lugares mais longínquos do estado, como também ultrapassa as fronteiras e chega em outras cidades do país e até mesmo do mundo.

Na sua programação, ainda é possível ouvir diariamente, a partir das 13h, os famosos recados que os interioranos deixam aos parentes quando vêm para Rio Branco, por meio do programa Correspondente Difusora.

Uma das vozes mais marcantes do rádio acreano, a apresentadora Nilda Dantas, fala um pouco de suas histórias e experiência de mais de 40 anos trabalhando na Difusora.

“Entrei aqui em 1971, como apresentadora de programa musical, de lá para cá passei por diversos setores da rádio e digo que essa é minha segunda casa. Por meio dessa emissora me qualifiquei profissionalmente, fiz amizades e passei vários momentos felizes e difíceis na minha vida e no decorrer da existência da Difusora”, declarou.

Nilda Dantas diz ainda que o grande sucesso em estar no ar por vários anos se deve a forma de como fazer as programações da rádio, apesar de ter um longo alcance chegando a várias comunidades espalhadas pelo estado, a direção sempre teve cuidado em fazer programação para o homem do campo e da cidade.

O professor de inglês, Virgílio Esteves, é um ouvinte assíduo das programações da rádio e comentou do carinho que tem pela emissora. “Gosto muito da linguagem informal, pela Difusora acompanhei os principais acontecimentos do Acre e Brasil, pois sou natural de Xapuri e na minha juventude, a única maneira de se conectar com o mundo era através do rádio”, declarou.