O pai, Samuel Manchineri, buscou o serviço de registro tardio e conta que é a primeira vez que os filhos terão os documentos

Retificação de registro, benefícios sociais e emissão de documentos foram os principais serviços procurados pela comunidade indígena durante o atendimento itinerante na Aldeia Jatobá, localizada na Terra Indígena Mamoadate, fronteira de Sena Madureira e Assis Brasil.
A ação da Defensoria Pública do Acre (DPE/AC), por meio do programa Defensoria Itinerante, foi realizada juntamente com o Projeto Cidadão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e demais instituições parceiras.
Ainda era madrugada, quando a comunidade indígena já chegava no local para aguardar os atendimentos do segundo dia de serviços promovidos nesta quarta-feira, 23.
A família de Samuel Manchineri, foi uma das beneficiadas com assistência jurídica da Defensoria. Samuel, pai de Mary, Marcilene, Mauri, Maique e Cleuciani Manchineri, vive na Aldeia Água Preta, onde o acesso à serviços essenciais como a regularização de documentos é um desafio constante.
Acompanhado da esposa e do filho, Samuel elogiou o serviço prestado, e destacou que não somente facilitou o registro dos cinco filhos, mas também reduziu os custos que teriam que arcar com a viagem até Assis Brasil.
“Foi três horas de barco até aqui, com o rio seco, a viagem ficou mais longa, porém é melhor vir até aqui na aldeia vizinha do que ir até a cidade mais próxima que é Assis Brasil, além da viagem de ser longa, pagamos caro pra chegar lá”, contou o assistido da DPE/AC.
O atendimento itinerante da DPE/AC foi coordenado pelo defensor público Pedro Henrique Veloso e o assistente jurídico Felipe Dourado. A ação contou ainda com o apoio do servidor da Coordenação de Cidadania, Rivelino Castro.


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