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Da “descoberta” à elevação: os nomes, o nascimento e os renascimentos de Boca do Acre

Neste dia 22 de outubro de 2016, está completando 134 anos. Mais de um século de existência que se mostra controverso quando analisamos o histórico do município entre as muitas fundações que ele teve, desde que João Gabriel de Carvalho e Melo chegou aqui no ano de 1878, mais exatamente no dia 3 de fevereiro, a bordo do navio Anajás de propriedade da Companhia de Navegação do Rio Amazonas, sob o comando do piloto Carepa, com mais 56 cearenses, um amazonense, um paraense, um piauiense e um português. Se os registros oficiais do município considerassem a chegada de João Gabriel como o início de tudo, Boca do Acre teria 146 anos.

A partir da chegada do Comendador, anos mais tarde deu-se início a uma verdadeira confusão de nomes e lugares que foram dados à sede do município. Antimari foi o primeiro nome de Boca do Acre e a sede do município era na terra firme, na margem esquerda do rio Purus, e esse nome foi dado em 22.10.1890, pelo Decreto Estadual nº 67. Através dessa data, Boca do Acre tem exatamente os 134 anos que comemora neste 22 de outubro.

Cinco anos mais tarde, Antimari deixou de existir através da Lei Estadual nº 110 de 1895. Dois anos depois, em 15.05.1897, a Lei Estadual nº 166, ambos são restabelecidos, mas com nova denominação. Boca do Acre passou então a se chamar Floriano Peixoto, verificando-se a sua reinstalação a 1º de agosto do mesmo ano. Por essa data, Boca do Acre teria hoje 127 anos.

Torre de babel
Por quase quarenta anos, Boca do Acre teve uma verdadeira celeuma de datas de função de extinção de nomes, sedes e comarcas do município. Em 18.09.1902, pela Lei Municipal nº 8, é criado o distrito de Boca do Acre. Em 05.11.1921, pela Lei Estadual nº 1.126, é suprimida novamente a Comarca de Floriano Peixoto. Em 04.01.1926, pela Lei Estadual nº 1.233, é restaurada Comarca de Floriano Peixoto. Em 02.05.1934, pelo Ato nº 3.462, a sede do município é transferida para o distrito Boca do Acre, que recebeu a categoria de vila em 31.03.1938, pelo Decreto-Lei Estadual nº 68, o município de Floriano Peixoto passa a denominar-se Santa Maria da Boca do Acre. Em virtude do Decreto-Lei nº 176, de 1º de Dezembro do mesmo ano, que fixou o quadro territorial do Estado em 1943, o município e o Distrito de Santa Maria da Boca do Acre passaram a denominar-se simplesmente Boca do Acre.

Resumindo, com o atual nome, Boca do Acre teria somente pouco mais da metade da idade que tem hoje. A data de comemoração do aniversário do município seria no dia 1º de dezembro e completaria 81 anos.

Data da bandeira gerava confusão
A bandeira de Boca do Acre também é sinônimo de questionamentos. O primeiro que se faz é a respeito da data que está no anel no centro da flâmula, que aparece 22 de outubro de 1896, data essa que não se encontra nos registros históricos de Boca do Acre e, se fôssemos calcular a idade de Boca do Acre pelo que consta no seu símbolo maior, hoje o município faria exatamente 128 anos.

Esse erro foi recentemente corrigido.