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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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AGU cobra R$ 89 milhões de acusados por queimadas em Boca do Acre

Cinco ações são ajuizadas contra infratores ambientais no Amazonas, responsáveis pelo desmatamento de cerca de 5 mil hectares, visando reparação de danos e bloqueio de bens.

A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou cinco ações judiciais contra pessoas físicas e jurídicas acusadas de causar queimadas em áreas protegidas da Amazônia. A atuação dos infratores foi investigada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) nos municípios de Boca do Acre e Lábrea, no Amazonas, resultando em um prejuízo ambiental significativo. As ações totalizam uma cobrança de R$ 89 milhões.

O Ibama apurou que as atividades ilegais provocaram o desmatamento de aproximadamente 5 mil hectares de áreas florestais. As queimadas, práticas recorrentes na região, geraram graves impactos ambientais, prejudicando a biodiversidade local e contribuindo para o agravamento da crise climática.

Com base nas investigações, a AGU busca não apenas a responsabilização financeira dos acusados, mas também a adoção de medidas rigorosas para reparar os danos causados ao meio ambiente. Entre as ações propostas, a Advocacia-Geral pede o bloqueio dos bens dos infratores, a proibição da exploração comercial das áreas desmatadas e a obrigatoriedade de restaurar as áreas degradadas. Além disso, foi solicitada à Justiça a suspensão de benefícios fiscais concedidos aos envolvidos, reforçando a necessidade de responsabilização pelos atos praticados.

As ações foram coordenadas pelo Comitê Recupera, uma iniciativa da AGU voltada para a implementação de medidas jurídicas destinadas à proteção do meio ambiente e do patrimônio cultural do Brasil. O Comitê tem desempenhado um papel crucial na articulação de estratégias para combater crimes ambientais, como as queimadas ilegais que afetam extensas áreas da floresta amazônica.

O coordenador do AGU Recupera ressaltou a importância da atuação enérgica do órgão no combate à degradação ambiental. “Essas ações são fundamentais para garantir que os responsáveis pelos danos sejam obrigados a reparar o meio ambiente e tenham seus lucros obtidos por atividades ilícitas revertidos em favor da sociedade”, declarou.

As queimadas na Amazônia são uma preocupação crescente, principalmente em municípios como Boca do Acre e Lábrea, onde o desmatamento ilegal tem avançado em ritmo alarmante. As ações judiciais movidas pela AGU representam uma resposta contundente às práticas criminosas e uma tentativa de frear o avanço da destruição ambiental.

Especialistas apontam que o impacto ambiental provocado pelo desmatamento de 5 mil hectares afeta diretamente a qualidade do ar, a fauna e a flora da região, além de contribuir para a mudança climática global. A expectativa é que as ações coordenadas pela AGU sirvam de exemplo e inibam futuros crimes ambientais, reforçando a importância da preservação da Amazônia.

A AGU segue empenhada em assegurar que os responsáveis sejam punidos e que medidas efetivas de recuperação ambiental sejam implementadas, reafirmando seu compromisso com a proteção da maior floresta tropical do mundo.